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Foto: Ricardo Morais

Candidatos com deficiência auditiva, que fizeram as provas do concurso da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) no domingo, 21 de abril, ingressaram com ação na justiça pedindo a suspensão do concurso. Eles alegam que não houve acessibilidade adequada, como a presença de um intérprete, por exemplo, durante a realização da prova.

A professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gisele Oliveira, que também é representante da comunidade surda de Natal, explicou que o concurso trouxe prejuízos para a comunidade.

“O concurso realizado pela banca Idecam trouxe sérios prejuízos para a comunidade surda, uma vez que desde o edital não houve acessibilidade. Como é que eu vou um concurso para pessoas surdas que tem a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua, e desde o edital não foi acessível? As informações da banca para os candidatos foram em língua portuguesa. A pessoa surda não tem a língua portuguesa como primeira língua”, afirmou, explicando ainda que os intérpretes presentes foram orientados a não traduzirem a prova.

Para a professora, houve desrespeito com os candidatos que solicitam a reaplicação da prova com a acessibilidade necessária. O pedido, no entanto, foi indeferido. O juiz argumentou que os candidatos só entraram com a ação após constatar o baixo rendimento nas provas.

A defesa alega que o pedido foi realizado antes mesmo da divulgação dos resultados. O pedido cabe recurso.

Ponta Negra News

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