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Dr. Alex Soares afirmou que sintomas como ansiedade e sedentarismo contribuem para as crises. Ele destacou também os perigos do uso excessivo de analgésicos 

Quem já teve crises de enxaqueca sabe bem que os sintomas incomodam bastante levando muitas vezes a várias idas ao pronto socorro além de faltas ao trabalho. Os sintomas mais comuns são dores que predominam em um lado da cabeça, latejante e intensa. O quadro piora com as atividades do trabalho e vem normalmente associadas a náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som.


Embora possa haver uma sensibilidade individual é preciso ficar de olho em alguns fatores que podem desencadear as crises. “Estresse, ansiedade e tensão podem facilitar uma crise. Ficar sem se alimentar por muito tempo também prejudica, além de noites mal dormidas. É necessário ter cuidado com o consumo excessivo de café”, alertou o neurologista, Dr Alex Soares.

Outro fator que também contribui bastante para as crises de enxaqueca é o sedentarismo. “Ao realizar exercícios físicos o organismo produz endorfinas, regulariza a produção de neurotransmissores como a serotonina, melatonina e acaba se tornando mais saudável e mais resistente à dor”, disse Alex, falando também que é necessário procurar um neurologista para tratar o caso e ressaltando o perigo do uso de medicamentos continuamente sem orientação de um especialista.

“Geralmente o tratamento para enxaqueca é feito à base de medicamentos e orientações. Pela facilidade de adquirir medicamentos sem receita médica, a população toma muito remédio. Nós devemos incentivar a população a não fazer isso por dois grandes motivos. O primeiro é que dor de cabeça é um sintoma, e assim sendo é preciso verificar o que causa isso. O outro motivo parece até contraditório, mas o uso excessivo de medicação piora as dores de cabeça. O uso contínuo por mais de 15 dias pode piorar as dores de cabeça crônicas”, finalizou.

*Por Ramon Nobre


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