Ao lado de Erlon de Souza, baiano de 22 anos disputará terceira medalha nos Jogos do Rio, sábado, no C2 1.000m, para se isolar como maior brasileiro em uma edição
O barulho do inocente! Isaquias Queiroz está em mais uma final olímpica. Agora, no C2 1.000m, ao lado de Erlon de Souza, passou direto à final depois de terminar em primeiro na bateria classificatória. O baiano é daqueles personagens cada vez mais raros. Sem filtros, principalmente nas palavras, é o carisma em pessoa e parece não ter noção da grandeza que está tomando. O sorriso fácil acompanhado do olhar petrificado diante da multidão que grita seu nome na Lagoa Rodrigo de Freitas expõe um garoto de 22 anos que caminha para se tornar o maior brasileiro em uma edição de Olimpíada.
- Sabemos do nosso potencial, de nossas obrigações. Estamos preparados. Sermos os atuais campeões mundiais é bom para botar uma pressãozinha neles, que também estão se preparando bem - disse Isaquias logo depois da classificação.
Campeões do mundo na prova, os brasileiros não tiveram dificuldades para avançarem à final olímpica. Na primeira prova da manhã, marcaram 3m33s269, na liderança disparada de ponta a ponta, com direito a se pouparem no final. O resultado garantiu o lugar na decisão sem passar pela semifinal. Foram dez "João" a mais no caminho até o posto de maior nome brasileiro nos Jogos do Rio. O cenário, entretanto, é não tira o sono do baiano. Muito pelo contrário:
- Mantenho a tranquilidade. Durmo tranquilo, sem ansiedade, evito falar de prova no hotel, no telefone, para não ficar pensando muito. Eu prefiro manter a tranquilidade e esperar chegar a hora para ver o que acontece.
Depois de mais uma sessão de selfies, Isaquias se prepara para retornar à raia olímpica às 9h21 (de Brasília) de sábado. Um lugar no pódio o coloca na história - e garantimos que não trata-se de só mais um clichê. Nunca nenhum brasileiro conquistou três medalhas em Jogos Olímpicos. Com a prata no C1 1.000m e o bronze no C1 200m, o baiano tem Gustavo Borges, Cesar Cielo, Guilherme Paraense e Afrânio Costa ao seu lado. Nada, porém, é capaz de deixá-lo pressionado:
- Ah, é um campeonato. Por ser uma Olimpíada é preciso ter a cabeça focada, mas os atletas que enfrento aqui, eu enfrento no Mundial. Então, sei das minhas possibilidades de medalha, das chances que eu tenho ou não tenho, e mantenho a tranquilidade.
- Ah, é um campeonato. Por ser uma Olimpíada é preciso ter a cabeça focada, mas os atletas que enfrento aqui, eu enfrento no Mundial. Então, sei das minhas possibilidades de medalha, das chances que eu tenho ou não tenho, e mantenho a tranquilidade.
O lugar mais alto do pódio é o que falta acontecer para Isaquias no Rio, e ele não trabalha com outra possibilidade. Afinal, o Rio das Contas, em Ubaitaba, e a Lagoa Rodrigo de Freitas não são tão diferentes assim. E que ninguém ouse tentar prová-lo do contrário.
Confira a classificação das eliminatórias do C2 1.000m:
1) Erlon Souza / Isaquias Queiroz (BRA) - 3m33s269 (classificado para final)
2) Brendel/Vandrey (ALE) - 3m33s482 (classificado para final)
3) Torres/Jorge (CUB) - 3m34s939
4) Ianchuk/Mishchuk (UCR) - 3m35s284
5) Vasbanya/Mike (HUN) - 3m35s501
6) Radon/Dvorak (RTC) - 3m36s818
7) Shtokalov/Pervukhin (RUS) - 3m43s105
8) Kaminski/Kudla (POL) - 3m44s717
9) Kochnev/Mirbekov (UZB) - 4m00s330
10) Szekszardi/Marinov (AUS) - 4m07s372
11) Chamaune/Lobo (MOZ) - 4m14s002
1) Erlon Souza / Isaquias Queiroz (BRA) - 3m33s269 (classificado para final)
2) Brendel/Vandrey (ALE) - 3m33s482 (classificado para final)
3) Torres/Jorge (CUB) - 3m34s939
4) Ianchuk/Mishchuk (UCR) - 3m35s284
5) Vasbanya/Mike (HUN) - 3m35s501
6) Radon/Dvorak (RTC) - 3m36s818
7) Shtokalov/Pervukhin (RUS) - 3m43s105
8) Kaminski/Kudla (POL) - 3m44s717
9) Kochnev/Mirbekov (UZB) - 4m00s330
10) Szekszardi/Marinov (AUS) - 4m07s372
11) Chamaune/Lobo (MOZ) - 4m14s002
*globoesporte.com


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