A emboscada registrada em 15 de junho de 2026, nas imediações da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, teve como motivação a atuação pública do vereador de Mossoró, que também é policial militar do Ceará, no combate a facções criminosas. Na ocasião, atiradores desembarcaram de um Toyota Corolla preto e dispararam contra o parlamentar, que sobreviveu aos ferimentos, e contra o assessor dele, que morreu no local.
A articulação do ataque envolveu o monitoramento dos alvos e a divisão de tarefas entre os executores. Todo o deslocamento, a vigilância sobre as vítimas e a logística posterior de fuga foram combinados por meio de um grupo de mensagens no WhatsApp intitulado “Missão”.
Ao todo, seis investigados foram identificados e indiciados. A estrutura apurada atribui a três deles o papel de executores na cena do crime, enquanto outros dois atuaram na coordenação do plano e um sexto participou da ação com ciência das etapas. Um sétimo envolvido, citado nas conversas sob o apelido de “União”, integrava o núcleo de comando, mas ainda não teve a qualificação civil confirmada. Durante o cerco policial subsequente ao crime, dois suspeitos foram presos no Ceará quando tentavam escapar e um terceiro teve a prisão preventiva cumprida em 24 de junho.
A instrução do processo reúne impressões papilares extraídas dos veículos utilizados na abordagem e na fuga, laudos periciais balísticos, armas e munições apreendidas, cruzamento de dados telemáticos do grupo de mensagens, registros de videomonitoramento e autos de reconhecimento formal.
Conforme a responsabilidade individual estabelecida, os indiciados respondem por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização criminosa armada, domínio social estruturado, infrações ao Estatuto do Desarmamento, adulteração de sinal identificador de veículo, sequestro e fraude processual.
Com a remessa do inquérito ao Poder Judiciário para apreciação do Ministério Público do Rio Grande do Norte, o trabalho policial prossegue focado na identificação do suspeito conhecido como “União” e no mapeamento de possíveis colaboradores secundários. Informações sobre o caso podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia, pelo número 181.



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