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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. — Foto: Reprodução

Indícios envolvendo Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, levaram o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se tornar um dos focos das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional. As informações são da CNN Brasil.

No fim do mês passado, durante uma reunião tumultuada, parlamentares aprovaram a quebra do sigilo fiscal, bancário e telemático de Lulinha. A decisão foi anulada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

A cúpula da CPMI se reuniu nesta segunda-feira (09) com a Advocacia do Senado para tratar de um recurso contra a decisão. O pleno do STF deve analisar o despacho de Dino em julgamento virtual a partir do dia 13 de março.

Dados obtidos pela CPMI indicam que Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. A defesa do filho do presidente criticou o vazamento dessas informações.

Menção em apurações

Lulinha não é investigado pela Polícia Federal, mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em meados de dezembro do ano passado.

A Polícia Federal apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta por meio de Roberta com Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A empresária também teve a quebra de sigilo aprovada pela CPMI e posteriormente suspensa por Flávio Dino na quarta-feira 4.

Com as anulações determinadas pelo ministro, os acessos às informações sigilosas foram suspensos. Caso o pleno do STF confirme a decisão, os pedidos de quebra de sigilo deverão ser votados novamente pela comissão, de forma individual e não em bloco.

Quebra de sigilo autorizada por Mendonça

Antes da decisão da CPMI, o ministro do STF André Mendonça autorizou um pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo de Lulinha.

Segundo a apuração, a solicitação da PF foi motivada por suspeitas de “mesadas” ao filho do presidente. No pedido encaminhado ao Supremo, a corporação listou transferências que teriam como destinatário Fábio Luís e solicitou acesso aos dados bancários.

Em relatório sob sigilo, a Polícia Federal aponta supostos pagamentos de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha por meio de uma amiga dele. De acordo com a PF, ele seria um sócio oculto.

Os pagamentos de R$ 300 mil mensais seriam, segundo apuração preliminar, repasses para facilitar acesso de Antunes a locais específicos em Brasília. A defesa de ambos nega a informação.

Ao STF, a defesa de Lulinha afirmou que a quebra de sigilo não era necessária e informou que ele está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

“Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”, escreveu o advogado Guilherme Suguimori.

Agora RN

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