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Foto: Reprodução/Freepik

O Rio Grande do Norte é o segundo estado do país com mais pessoas adultas obesas. Os dados constam no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde, com base em atendimentos realizados no ano de 2025.

De acordo com o levantamento, 42% dos potiguares adultos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apresentavam algum grau de obesidade. A média nacional é de 31%.

O Rio Grande do Norte fica atrás apenas do Rio Grande do Sul entre os estados com mais adultos obesos.

Segundo o levantamento, quase 60% da população adulta do estado está acima do peso, o que também aumenta o risco de diabetes e outras doenças.

"A obesidade nunca vem sozinha. Então muitas vezes a obesidade vem com diabetes associado, com hipertensão, muitas vezes o infarto agudo do miocárdio, muitas vezes um AVC isquêmico, apnéia do sono", explicou a médica Anna Karina, presidente da Sociedade de Endócrinologia do Rio Grande do Norte.

"Então, o The Lancet [revista científica da área da saúde] fez um Atlas de obesidade, em que ele catalogou 200 condições clínicas associadas à obesidade", completou.

Para a especialista, há uma lacuna na oferta de tratamentos adequados pelo SUS para combater a obesidade.

"Hoje o Ministério da Saúde considera a obesidade como doença crônica, mas pelo Ministério da Saúde eles têm que disponibilizar medicamentos para pessoas com doenças crônicas, mas a gente não tem nenhuma medicação disponibilizada pelo SUS para tratar obesidade", explicou a médica endocrinologista Anna Karina.

"Isso é muito grave. Então, o Ministério da Saúde encara como doença crônica, mas não valoriza o tratamento medicamentoso que muitas vezes é necessário para esses pacientes", reforçou.

Mudança de hábitos e acompanhamento médico

Segundo especialistas, o acompanhamento médico atrelado à mudança de hábitos podem auxiliar no combate à obesidade e, consequentemente, a outras doenças associadas.

Foi pensando nisso que o cozinheiro Bartolomeu Antunes procurou um médico e conseguiu baixar o peso de 100 para 84 quilos, melhorando a saúde.

"Comia de tudo, fazia de tudo, não procurava saber se a diabetes estava em dia ou não. Depois disso, que eu descobri a diabetes, comecei a fazer o tratamento, regime fazendo um pouco de exercício, hoje em dia baixou bastante a minha glicose", explicou.

A jovem Gabrielle Brito, de 19 anos, reduziu 40 quilos também apostando na mudança de hábitos.

"Construir os hábitos, trabalhar a questão de padrões alimentares, padrões comportamentais, isso me ajudou bastante a ter o resultado de hoje", relatou.

G1/RN

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