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Coluna César Santos/Jornal De Fato

A Câmara Municipal de Mossoró vai voltar a pagar verba de gabinete aos seus 21 vereadores, a partir de fevereiro, no retorno do recesso parlamentar.

Por iniciativa da Mesa Diretora, apoiada por demais membros, o presidente Genilson Alves (União Brasil) tira do armário uma despesa que estava suspensa há 10 anos, por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

Cada vereador vai adicionar mais R$ 8 mil no seu custo, sob a justificativa da necessidade de pagar despesas funcionais.

Isso significa um aumento de despesa em mais de R$ 2 milhões por ano, dinheiro público que será gasto sem licitação e sem fiscalização mínima.

A partir de fevereiro, com essa nova conta, cada vereador custará ao bolso do contribuinte mossoroense a bagatela de R$ 46.142 mensal.

Esse valor é a soma total do salário do vereador de R$ 17.387 + R$ 20.755 de salários de oito assessores (6 técnicos legislativos, 1 assistente e 1 chefe de gabinete) + R$ 8 mil da nova verba de gabinete.

Por ano, cada vereador custará R$ 553.704.

Já o custo mensal dos 21 vereadores subirá R$ 968.982; quando soma 12 meses do ano a conta chega a mais de R$ 11.627.000.

A calculadora não alcança outros penduricalhos, usados pelo presidente da Casa para agradar o grupo de sua simpatia.

Pois bem.

A Câmara custa um valor absurdo diante da fraquíssima atuação legislativo, que pouco produz, com exceção de três ou quatro vereadores.

Além disso, a “Casa do Povo” funciona como um “puxadinho” do Executivo, dada a subserviência da maioria de seus membros em troca de cargos comissionados e terceirizados da Prefeitura de Mossoró.

Mas, nada a fazer; eles estão legitimados pelo voto do povo.

NOTA: A opinião deste artigo não representa necessariamente a posição oficial deste blog.

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