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A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite - a paralisia infantil - foi encerrada na sexta-feira (14) com uma cobertura abaixo da esperada. A meta dos estados e municípios era vacinar 95% das crianças abaixo dos 5 anos de idade, mas apenas 10,5% foram imunizadas.

Segundo os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde até a manhã deste sábado (15), o Rio Grande do Norte foi o estado com maior número de municípios com meta atingida: 10, que representam cerca de 6% das 167 cidades potiguares. A campanha começou no dia 26 de maio.

O estado também ficou em segundo no ranking entre as unidades da federação com maior cobertura: 30,56% das crianças do estado foram vacinadas. Apenas o Espírito Santo vacinou um percentual maior da população (33,16%).

De acordo com as estimativas federais, o público-alvo da campanha era de 167,7 mil pessoas no Rio Grande do Norte. Porém, apenas 51,2 mil crianças foram vacinadas.

Até a manhã da última segunda-feira (10), no início da última semana da campanha, o RN tinha registrado apenas 17% de cobertura vacinal contra a poliomielite.

Veja cidades do RN que atingiram meta de vacinação

Caiçara do Rio do Vento - 105,39%

Parazinho - 104,12%

Galinhos - 101,53%

Pedra Grande 101,21%

Jandaíra - 99,2%

Timbaúba dos Batistas - 98,70%

Pedra Preta - 98,17%

Frutuoso Gomes - 98,03%

Umarizal - 96,06%

Martins - 95,88%

O estado ainda teve outros cinco municípios com cobertura acima dos 90%.

Por outro lado, segundo os dados do Ministério da Saúde, a capital potiguar, Natal, vacinou apenas 5,74% do seu público alvo, na campanha - o segundo menor percentual entre os municípios do estado.

Em Mossoró, segunda maior cidade potiguar, a cobertura foi de 20%. Em Parnamirim, a cobertura foi de 19,22%.

A poliomielite é uma doença causada por vírus que pode infectar crianças e adultos. Em casos graves, atinge o sistema nervoso central. A vacina é apontada como única forma de evitar a doença.

"A gente sabe que existe uma negativa das vacinas hoje em dia. Outro fator é a não identificação da doença. Os pais atuais são de uma geração que não viu pessoas com paralisia, que não teve acesso a pessoas doentes", considerou Diana Rego, coordenadora de vigilância em saúde da Secretaria Estadual de Saúde, na última segunda (10), ao explicar o motivo para a baixa cobertura vacinal.

Ainda de acordo com ela, os municípios que mais vacinaram foram aqueles que realizaram busca ativa pelas crianças.

G1/RN



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