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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em Mossoró, movimentos feministas farão um ato público na quinta, 20/06, às 17h na Praça do Pax e uma agenda de atividades para dialogar com a população sobre a importância de barrar a PL 1904/2024 que equipara as penas para aborto realizado após 22 semanas de gestação, às previstas para homicídio simples — detenção de até 20 anos, mesmo em casos de gravidez resultante de estupro.

A Câmara dos Deputados colocou em pauta esse projeto polêmico que tem gerado reações por todo o Brasil.

Na quarta-feira (19) será realizada uma aula pública sobre direitos sexuais e reprodutivos no Auditório da Faculdade de Serviço Social da Uern às 18h e às 20h30 o ato “Criança não é mãe” no Centro de Convivência, também da Uern.

Suamy Soares, uma das facilitadoras da aula pública explica que: “A escola de formação feminista faz esse debate dos direitos sexuais das mulheres para fortalecer a democracia a partir da autonomia das mulheres sobre seus corpos. Com a investida desse congresso reacionário com o PL 1904, o debate se torna ainda mais urgente, por isso nos somamos na agenda de enfrentamento. E que a sociedade possa fazer esse debate.”

Na quinta, 20, serão realizadas banquinhas na parada de ônibus da praça Felipe Guerra às 8h e às 15h e o ato político às 17h na Praça do Pax.

Atualmente, o Código Penal brasileiro determina que mulheres que provocam aborto em si mesmas ou consentem que outro o faça podem ser sentenciadas de 1 a 3 anos de detenção. A legislação ainda autoriza o procedimento em três situações: gravidez decorrente de violência sexual, risco à vida da mulher e anencefalia do feto.


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