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Faustino e Arthur do Val são suspeitos de vídeo “combinado” no Marajó (PA). Foto: Reprodução

O influenciador Matheus Faustino, que chamou a atenção após se envolver em uma confusão com o deputado federal Fernando Mineiro (PT) durante recepção à deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, no Aeroporto de Natal, na última sexta-feira 15, é suspeito de crimes, como apontou Gleisi nas redes sociais.

Ele é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), que é um movimento político brasileiro liberal conservador e vinculado à direita, ativo desde 2014. Na chegada de Hoffmann ao Rio Grande do Norte para uma agenda de atividades partidárias, ele gravou a deputada e fez perguntas sobre feminicídio. Foi quando Mineiro se envolveu na confusão com um membro da equipe dele.

Faustino é suspeito de ter participado de uma ação do ex-deputado Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”. Recentemente, o governo federal pediu informações a respeito da legalidade de um vídeo que armou um suposto flagrante de crime de exploração sexual de menores de idade na região do Marajó, no Pará. A solicitação foi encaminhada ao Ministério Público do estado e responde a um material divulgado pelo canal do ex-deputado.

A peça foi divulgada no último dia 8 de março, com o título “Fui para Marajó e fiquei chocado com o que vi”. No vídeo, o político arma um flagra de exploração sexual de menores na região. Os detalhes, segundo pedido apresentado pelo governo, foram combinados com a Polícia Civil do Pará.

“Os detalhes da operação teriam sido combinados entre o senhor Arthur do Val, Matheus Faustino, que o acompanha na viagem, e a Polícia Civil/PA e consistiam em buscar locais conhecidos pela exploração sexual infantil para viabilizar uma denúncia”, diz trecho do pedido. A Polícia Civil nega que tenha havido uma ação conjunta com o ex-deputado e que apenas respondeu a uma denúncia, mas que não constatou crime de exploração sexual.

No fim do ano passado, o Ministério Público Federal no Paraná pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de uma investigação contra Matheus Faustino e outro integrante do MBL por transfobia devido a postagens deles nas redes sociais. O pedido de investigação, segundo o jornal Brasil de Fato, foi feito a partir de uma denúncia do coletivo Advogadas e Advogados Pela Democracia.

Em setembro de 2023, Matheus Faustino liderou um grupo de oito pessoas que invadiu um dos prédios da reitoria da UFPR (Universidade Federal do Paraná) em Curitiba para fazer vídeos. Diante do questionamento dos vigilantes da universidade, que informaram que filmagens e fotografias nas instalações da UFPR requerem autorização prévia, o grupo agrediu alunos e uma servidora com um soco no estômago.


Após o episódio no Rio Grande do Norte, a deputada Gleisi se pronunciou. “Quem tentou me intimidar é denunciado por vários crimes e responde a inquéritos. Serve a turma bolsonarista. Já acionamos a Polícia Federal e estamos tomando as medidas judiciais. Terá de responder por seus crimes”, afirmou.

Ao AGORA RN, Faustino disse que é pré-candidato a vereador de Natal e que registrou um Boletim de Ocorrência contra Fernando Mineiro e Gleisi Hoffmann em São Gonçalo do Amarante.

Agora RN


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