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O Fantástico deste domingo (18) entrou com exclusividade na penitenciária de segurança máxima de Mossoró (RN), um presídio construído para receber alguns dos bandidos mais perigosos do país, mas que revelou fragilidades.

Os repórteres Paulo Renato Soares e Mohamed Saigg foram autorizados a entrar na unidade. No vídeo acima, é possível ver como é o interior das celas onde escaparam os dois fugitivos, e como os detentos conseguiram sair por um buraco na parede, descer pelo telhado, cortar a grade de arame do pátio e fugir sem serem notados.

O Fantástico teve acesso às duas celas onde houve a fuga, a número 1 e a número 2.

Uma das hipóteses da investigação é que os detentos tenham retirado pedaços de ferro, das paredes da cela, e usado como ferramenta para retirar a luminária. Pode ter sido do banheiro, pode ter sido de uma parede, mas pode ter sido também debaixo de uma mesa, onde não é possível ver mais vestígio nenhum de ferro.

Na cela do outro fugitivo aparentemente foi retirado um número ainda maior de vergalhões debaixo da mesa.

Depois de passarem pelo buraco aberto na parede, os detentos tiveram acesso a uma área de serviço conhecida como shaft - por onde passam dutos, rede elétrica e até uma escada que dá acesso ao telhado do presídio.

Vídeos obtidos pelo Fantástico revelam que depois de chegar ao teto das celas, os presos tiveram apenas o trabalho de tirar uma das telhas de lugar e pular pro pátio.

A área externa estava cercada por um tapume de metal por causa de obras que estão acontecendo no presídio. Por questões de segurança, o cercado delimitava onde ficavam os operários e o material.

Os detentos passaram pelo tapume e usaram um alicate deixado pelos operários e cortaram a primeira parte da grade. Andaram mais alguns metros, abriram a passagem na segunda tela e fugiram.

Outras imagens obtidas pelo Fantástico são de câmeras de segurança da penitenciaria, e a má qualidade da imagem impressiona. Investigadores dizem que este é o único registro dos detentos durante a fuga.

A fuga aconteceu às 3h de quarta-feira (14), mas os agentes penitenciários só deram falta dos detentos quase duas horas depois.

A investigação

Peritos do Instituto Nacional de Criminalística usaram equipamentos sofisticados pra escanear e analisar cada centímetro das celas. Eles querem descobrir quanto tempo os detentos levaram pra retirar a luminária e abrir o buraco pra fuga - a estimativa é de mais de três dias.

Já está confirmado que os detentos usaram uma mistura de sabonete e papel higiênico como uma espécie de reboco pra camuflar os buracos nas paredes.

O sabonete também foi usado para deixar o buraco mais escorregadio e facilitar a passagem deles.

“A gente está ainda sobre investigação. É importante destacar que foi necessário uma primeira ferramenta, né? Agora, como essa ferramenta e como eles conseguiram, a gente ainda não tem essa resposta", diz a perita criminal federal Luciana Lobato Schmidt.

A Polícia Federal apura se houve facilitação de servidores e de operários da obra na fuga.

Fantástico



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