O atual surto de varíola dos macacos não deve exigir vacinação em massa. A declaração é de Richard Pebody, que lidera a equipe de patógenos de alta ameaça da OMS (Organização Mundial da Saúde) na Europa.

À Reuters, ele falou que a doença deve ser controlada com medidas como boa higiene e comportamento sexual seguro. Ainda, rastreamento e o isolamento de contatos. O especialista ressaltou que o vírus não se espalha com facilidade e não causou doenças graves até agora.

Segundo Pebody, os suprimentos imediatos de vacinas e antivirais são relativamente limitados. O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) disse estar em processo de liberação de doses da vacina Jynneos para uso em casos de monkeypox –como a varíola dos macacos é conhecida.

A fabricante de vacinas dinamarquesa Bavarian Nordic declarou na 2ª feira (23.mai.2022) ter aumentado a produção dos imunizantes para a varíola tradicional devido ao surto de monkeypox.

Embora não exista vacina direcionada especificamente contra a variante, estudos clínicos demonstraram que o imunizante para a prevenção contra a varíola tem 85% de eficácia na prevenção contra a monkeypox.

Países da Europa e da América do Norte investigam mais de 100 casos suspeitos e confirmados da infecção. É o pior surto fora da África, local em que a doença é endêmica.

A maioria dos casos confirmados até agora não está ligada a viagens ao continente africano. Pebody disse que esse fato sugere que pode haver uma grande quantidade de casos não detectados.

Pesquisadores de Portugal divulgaram na 2ª feira o 1º rascunho da sequência do genoma do vírus. A 1ª análise indica que o vírus de 2022 pertence à região da África Ocidental e está mais relacionado ao vírus da varíola dos macacos exportado da Nigéria, em 2018 e 2019, para países como Reino Unido, Israel e Cingapura.

Poder 360



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