Bruno Alisson do Nascimento, de 35 anos, e Hadirson Caio Marcelino, 29 anos, foram mortos em Mossoró(RN) de forma muito semelhante. Os dois foram assassinados após marcar encontros por meio do aplicativo de relacionamento chamado Grindr. O aplicativo é famoso entre a comunidade LGBTQIA+. Apesar do perfil parecido e as mortes terem sido cometidas da mesma maneira, a Polícia ainda não trabalha como sendo casos de homofobia.

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Um jovem de 20 anos foi preso e um adolescente apreendido acusados dos casos, ambos confessaram em interrogatório a autoria dos crimes. Mas segundo os depoimentos, os crimes foram caracterizados como latrocínio – quando há morte com o objetivo de roubar a vítima.

O primeiro caso aconteceu em abril, no Bairro Barrocas, onde Bruno Nascimento foi morto asfixiado com um fio. A casa estava bagunçada com móveis espalhados. A vítima estava deitada no chão com marcas de violência indicando luta corporal.

No segundo caso, Hadirson Marcelino também foi morto asfixiado com um fio. Ele foi encontrado depois de o local ter sido indicado pelo assassino. O corpo apresentava sinais de violência. No depoimento, os suspeitos afirmaram que eram garotos de programa e conheceram Hadirson através do Grindr.

A Polícia Civil de Mossoró espera que outras vítimas da dupla apareçam depois que as identidades dos criminosos foram divulgadas. Acredita-se que eles usavam o aplicativo para aplicar outros crimes como extorsão e roubo.

Grindr

É uma rede social exclusiva para pessoas gays, bi, trans e queer. Ela é mais popular entre homens e está disponível nos dispositivos Android e iOS, além de uma versão para navegadores. Lançado em 2009, é similar ao Tinder. Mas o principal diferencial é o público-alvo.

O funcionamento do Grindr é parecido com o de seus concorrentes. Em vez de mostrar um perfil por vez, ele exibe uma grade com várias pessoas, de maneira limitada, e os usuários podem escolher o que ver.

O Grindr oferece ferramentas de segurança e privacidade, como definir quem pode ver seu perfil ou denunciar pessoas. O aplicativo tem versões pagas que dão acesso a outras ferramentas e tiram anúncios.

Polêmicas

Este ano o aplicativo se viu envolvido numa grande polêmica sobre venda de informações dos usuários. De acordo com informações do The Wall Street Journal, o aplicativo de paqueras coletou dados de localização dos usuários e os colocou à venda. E isso aconteceria pelo menos desde 2017. A empresa soltou um comunicado negando a informação de que venderia a localização exata os membros. Em resposta ao The Wall Street Journal, a companhia revelou compartilhar menos dados que a maior parte dos aplicativos de namoro e outras grandes empresas de tecnologia.

TCM Notícia



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