O senador Styvenson Valentim (Podemos) explicou a origem da emenda de R$ 287 mil, impositiva e de sua autoria, liberada pelo governo federal um dia após o congressista ter retirado sua assinatura do requerimento de abertura da CPI do MEC, para apurar denúncias de tráfico de influência e corrupção dentro do Ministério da Educação. Um colunista do “O Globo” divulgou nota em que especula um possível beneficiamento do senador, pelo governo federal, em “agradecimento” por ter desistido, momentaneamente, da CPI.

“É uma emenda individual, RP6, quer dizer, eu não devo favor a governo nenhum. Ou não sabem a diferença entre emenda individual, bancada e de relator, e quiseram me incluir aí na emenda do RP9 (emendas do relator). A emenda não estava travada e o Ministério do Turismo fará um documento dizendo que não existiu nenhum impedimento para esta”, disse Styvenson.

O prefeito de Nísia Floresta, Daniel Marinho (PSDB), reafirmou a fala do senador e explicou que, além desta, há outra emenda que beneficia o município. “Existem duas emendas impositivas diferentes destinadas a Nísia, a primeira é referente a 2019 e é para a construção da Avenida Bonfim, para a pavimentação do acesso à lagoa, no valor de R$ R$ 600 mil. Essa obra está com início próximo, tendo em vista já possuir recursos em conta. Já a segunda, de 2022 e na ordem de R$ R$ 287,1 mil, foi para a construção do Terminal Turístico da Lagoa do Bonfim”, explicou.

Segundo Daniel, a emenda parlamentar impositiva de R$ 287,1 mil, chamada RP6, será usada para a obra, que ainda não possui previsão de início, “pois o convênio ainda está em fase de assinatura, já que os recursos foram empenhados no último dia 8. Como é uma emenda impositiva, ela é paga logo. Não tenho previsão de início de obra porque existe todo um processo. Primeiro, o Idema irá liberar, depois, a gente manda o processo para a Caixa Econômica autorizar a Prefeitura a fazer o processo licitatório”.

De acordo com informações do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), é possível constatar que os recursos enviados para o município de Nísia Floresta são por meio de uma RP6 – de nº 202241420012 e emitida no dia 08 de abril de 2022, em parceria com o Ministério do Turismo.

Origem da suspeita

A hipótese em torno da origem da emenda teve início após o jornalista Bernardo Mello Franco ter publicado, em sua coluna no jornal “O Globo” nesta quarta-feira 13, que o senador Styvenson Valentim teria sido “recompensado” por ter retirado sua assinatura do requerimento de abertura da CPI, Já “O Antagonista” insinuou que o congressista entrou para o grupo dos “privilegiados” que recebem verbas do governo federal.

“Se sabe a diferença entre as emendas e fez é porque é cafajeste mesmo, vagabundo. É um repórter vagabundo”, disparou

Em conversa exclusiva com o AGORA RN, nesta quarta-feira 13, o senador Styvenson Valentim explicou que a liberação da emenda não tem qualquer relação com sua decisão de não mais apoiar a CPI do MEC e afirmou que processará o jornalista pela publicação “falsa”. Disse ainda que não pode mais tolerar uma imprensa que “mente”, que quer “destruir” a imagem de pessoas.

“Não checam fonte, não ligam para o parlamentar, sabem, estão fazendo deliberadamente por cafajestismo mesmo, falta de caráter. Ou faz por ignorância ou pelo mau-caráter. Porque o cara viu perfeitamente bem que é uma emenda, o número do recurso está aí, que foi paga por mim em 2020 e liberada agora pela Caixa Econômica para a construção de um terminal turístico da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta”, disparou.

Segundo o senador, a emenda não estava travada e o Ministério do Turismo fará um documento dizendo que não existiu nenhum impedimento para esta. “O repórter que publicou isso e os que reproduziram, vou buscar na justiça, porque não dá mais para tolerar uma imprensa que mente, que quer destruir a imagem de pessoas, chega. Comigo não. Por que não veio procurar se informar? Está lá no Portal da Transparência dizendo que a emenda que foi liberada é individual, não foi RP9 não. Se sabe a diferença entre as emendas e fez é porque é cafajeste mesmo, vagabundo, é um repórter vagabundo”, finalizou.

Agora RN



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