A companhia estatal russa Gazprom informou que o fornecimento de gás natural para a Polônia e Bulgária foi suspenso na 4ª feira (27.abr.2022).

Assim como os demais países da UE (União Europeia), ambos se recusaram a pagar o gás em rublos, uma exigência de Moscou para estabilizar a sua moeda diante das sanções econômicas impostas pelo Ocidente.

Além disso, a Polônia, vizinha da Ucrânia, é o país que mais acolheu refugiados ucranianos desde o início da guerra. Segundo a Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados), até 3ª feira (26.abr), cerca de 2,9 milhões de ucranianos fugidos do conflito –quase metade do total– estavam em território polonês.

O país também serve como rota de transporte de armas cedidas à Ucrânia e confirmou o enviou de tanques.

O QUE DIZEM POLONESES E BÚLGAROS

Autoridades polonesas afirmaram que o país já diversificou as suas fontes de energia e não faltará gás. Atualmente, mais de 45% do gás usado na Polônia é fornecido pela Rússia.

A empresa polonesa de gás natural PGNiG escreveu no Twitter que monitora a situação e “está preparada para vários cenários”.

Além do gás russo, a Polônia também importa de portos no Mar Báltico e planeja começar a receber o combustível fóssil da Noruega até o final deste ano.

Na mesma linha, o governo da Bulgária disse que não haverá restrições ao consumo de gás, apesar de 90% do seu suprimento atual vir da Rússia. O combustível deve passar a chegar de novas fontes a partir do verão europeu (de 21.jun a 20.set).

Aliada da Rússia até dezembro do ano passado, a Bulgária deixou o Krenlim depois da troca do seu governo. O primeiro-ministro Kiril Petkov viaja para Kiev nesta 4ª feira (27.abr) para fechar um pacote de ajuda ao país.

Poder 360



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