O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a seus apoiadores que o acordo firmado entre o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o WhatsApp para barrar desinformação nas eleições deste ano é “inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido”. Deu a declaração em parada durante motociata em São Paulo nesta 6ª feira (15.abr.2022).

“Isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil isso é inadmissível, inaceitável. E não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil”, disse o chefe do Executivo. A fala foi transmitida em sua conta oficial no Facebook.

A plataforma de troca de mensagens e o TSE firmaram em fevereiro deste ano um memorando de entendimento com objetivo de combater a desinformação e as informações falsas nas eleições.

Segundo o TSE, busca-se, com a medida, “principalmente garantir a legitimidade e a integridade” do pleito.

Em discurso aos motociclistas em Americana, no interior de São Paulo, Bolsonaro ainda disse que há censura por parte dos ministros do TSE. “Cerceamento, censura, discriminação. Isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês nem por lei, quem dirá por acordo. Esse acordo não tem validade. Sabemos como proceder”, declarou.

Ainda de acordo com a Corte Eleitoral, o WhatsApp se comprometeu a implementar  iniciativas para a difusão de informações confiáveis e de qualidade sobre o processo eleitoral.

O TSE cita o acesso de inteface à Business Application Programming Inteface (“API”) do aplicativo e o desenvolvimento em conjunto de figurinhas sobre eleições para serem veiculados no app.

O aplicativo se dispôs ainda a implementar ações para rápida identificação e contenção de casos e práticas de desinformação. Entre essas ferramentas, está a criação de um canal de comunicação extrajudicial não vinculativo para a denúncia de conteúdos que veiculem desinformação relacionada ao processo eleitoral.

Poder 360



Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem