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Ex-ministro foi condenado nesta quarta a 23 anos e três meses de prisão.
Ele foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização.

A pena de 23 anos e três meses a que o juiz Sérgio Moro condenou o ex-ministro José Dirceu é, até o momento, a mais longa dos dois anos da Operação Lava Jato. Até essa quarta-feira (18) a maior condenação em primeira instância em processos derivados da operação era de Renato Duque, 20 anos e oito meses. Cabe recurso contra a sentença.
No mesmo processo, o empresário Milton Pascowitch foi condenado a 20 anos e dez meses de prisão, sendo a segunda pena mais longa.
Esta foi a primeira condenação de José Dirceu em processos da Lava Jato. Outros réus, como Renato Duque, Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, por exemplo, têm somas de penas maiores do que do ex-ministro. 
Para chegar aos 23 anos e três meses o juiz Sérgio Moro levou em conta os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa.
Corrupção passiva: 10 anos

Lavagem de dinheiro: 9 anos e dois meses
Organização Criminosa: 4 anos e um mês

Corrupção passiva

Ao falar sobre a corrupção passiva o juiz destacou que José Dirceu tinha antecedentes criminais por já ter sido condenado pelo mesmo crime no processo do Mensalão. Moro também considerou que o crime envolveu o recebimento de cerca de R$ 15 milhões em propinas.

“A corrupção com pagamento de propina de quinze de milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos merece reprovação especial”, escreveu o juiz. Moro também destacou o fato de José Dirceu ter recebido valores do esquema da Petrobras mesmo quando estava sendo julgado pelo caso do Mensalão.
Por estes fatores, Moro determinou que a pena por corrupção passiva deveria inicialmente ser de cinco anos de prisão. No entanto, ao constatar que os pagamentos de vantagens indevidas compraram a lealdade de agentes públicos da Petrobras, o juiz aumentou a pena para seis anos e oito meses.
Ao observar, porém, que os cinco crimes de corrupção representaram continuidade da ação criminosa, a unificação das penas com majoração deveria chegar a dez anos de prisão por corrupção passiva.
*G1




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