Por Crispiniano Neto
Salvo algum tsunami ou uma nova erupção do vulcão extinto do Pico do
Cabugi, a eleição de senador está com o quadro configurado, com
favoritismo claro para Fátima Bezerra. É evidente que Vilma de Faria foi
abandonada pela família Alves. E ela, dizem os bastidores, estaria
furiosa porque tinha um favoritismo desenfreado para uma candidatura ao
Governo do Estado e foi convencida a retirar essa candidatura em função
do sonho de chegar ao Senado. Henrique mesmo andou dizendo por onde
andou que não admitia um prefeito do PMDB apoiá-lo sem casar esse voto
com o de Vilma, que generosamente lhe deu a chance de realizar seu sonho
de candidatura a governador. Quer dizer, Vilma abriu mão do seu sonho
senatorial para viabilizar o sonho governamental de Henrique. Mas o que
se viu foi uma debandada de prefeitos peemedebistas em busca do nome de
Fátima Bezerra. Em Angicos, base do aluizismo, Fátima está dando três
por um em Vilma. E lá, Henrique está na frente de Robinson. Como se não
bastasse, depois que Eduardo campos morreu, a principal fonte de
recursos para a campanha de Vilma secou, pois doação post-mortem só
aconteceu para Marina da Silva, cuja nova política não é deste mundo...
Pois bem. Secou a fonte nacional e os compromissos “reais” de Henrique
não vêm se realizando. O problema é que Henrique jogou Vilma para baixo e
ela, em queda, agora o arrasta para a derrota. As pesquisas mostram um
Henrique estacionado, se equilibrando na corda bamba da margem de erro. E
o furacão Vilma, que o alavancaria em casadinha na Grande Natal, deu
chabu e o puxa para baixo. Vilma já sabe o sabor amargo e Henrique
começa a experimentar o travo do slogan popular que caracteriza a falta
de solidariedade da sua família. A frase lapidar: “Alve-se quem puder”.
* Extraído do Jornal de Fato

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