"Nós estamos aqui ouvindo a população e assegurando que, após a reforma completa do prédio, iremos trazer para cá a Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), efetivo composto por 30 a 40 policiais, que não atenderão somente o Vingt Rosado, mas também as áreas adjacentes. Esse é o nosso compromisso, os policiais estão garantidos", explica o major Correia Lima.
O comandante confirma que, após a desativação da Base, os índices de criminalidade na região cresceram, por isso ações como a reabertura do prédio são necessárias para que os moradores do conjunto possam se sentir mais tranquilos. "Temos consciência desse aumento da criminalidade, mas hoje a Base não tem a menor condição de ser aberta sem uma grande reforma", enfatiza.
A reativação do posto policial foi proposta pelo vereador Soldado Jadson, que acompanhou a visita realizada ontem pela manhã. "A Prefeitura já garantiu que a reforma será feita o quanto antes. Essa é uma proposição do nosso mandato, pois não podíamos deixar que a população continuasse sendo vítima de índices de criminalidade cada vez maiores", relata o parlamentar.
Em contato com a equipe de reportagem do jornal O Mossoroense, o subsecretário do Desenvolvimento Territorial, José Couto, informou que o projeto de reforma da Base já foi aprovado e enviado para o setor de licitação da Prefeitura. "Já está tudo pronto, o projeto, orçamento, agora é aguardar o processo licitatório ser concluído, para as obras terem início", diz.
População relata transtornos causados pela falta de segurança no conjunto
A notícia da reabertura da Base de Segurança Comunitária está sendo comemorada pelos moradores do Vingt Rosado, que relatam sofrer diariamente com a insegurança no local. A comerciante Deodete Rodrigues, por exemplo, revela ter sido assaltadas duas vezes em pouco tempo. "Tenho uma sorveteria, que já foi assaltada duas vezes. Temos que fechar os nossos estabelecimentos cedo, pois estamos com medo, muito medo. Quando o posto estava aberto, não era assim", comenta.
Situação semelhante tem vivido o também comerciante Adeilton Cortez. Dono de um supermercado no conjunto, ele conta que já teve seu estabelecimento assaltado em duas ocasiões. "A sensação de insegurança é total. Vamos aguardar e ver se após a reabertura do posto, as coisas melhoram", pontua.
A aposentada Francisca Maria lamenta o fato de não poder mais sair de casa com tranquilidade. "Eles não respeitam mais ninguém, seja novo, ou velho. Os assaltos acontecem em plena luz do dia. Nós não podemos mais nem sair de casa com um celular, ir a uma parada de ônibus", conclui.
* O Mossoroense

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