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O Rio Grande do Norte poderá realizar 2.180 castrações de gatos por meio de um projeto que prevê investimento de R$ 350 mil. A proposta, publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira 20, pretende atender principalmente animais que vivem nas ruas e aqueles pertencentes a famílias de baixa renda. As ações incluem a utilização de um castramóvel, parcerias com clínicas veterinárias e campanhas de orientação sobre os cuidados com os animais.

O projeto será desenvolvido por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) e a Associação Protetora de Animais Amor por Toda a Vida, organização sem fins lucrativos com sede em Natal. Os recursos são provenientes de uma emenda parlamentar da deputada federal Natália Bonavides, no valor de R$ 350 mil.

De acordo com a documentação, o dinheiro será utilizado para realizar os procedimentos cirúrgicos, incluindo exames e cuidados pré-operatórios, medicamentos e a compra de um notebook para o controle administrativo das atividades.

A proposta estabelece um prazo de 12 meses para a realização das castrações. Também prevê colocar em funcionamento uma unidade móvel de atendimento veterinário, conhecida como castramóvel, além de firmar parcerias com clínicas e órgãos públicos para ampliar o atendimento.

A iniciativa busca reduzir a quantidade de gatos nas ruas e evitar o nascimento descontrolado de animais. O projeto também pretende diminuir os casos de abandono e os riscos de transmissão de doenças que podem afetar animais e seres humanos, como a toxoplasmose e a esporotricose.

Segundo a justificativa apresentada no Diário Oficial, a falta de acesso a serviços veterinários dificulta o controle da população de cães e gatos no estado. O documento cita levantamentos que apontam a existência de mais de 500 mil animais em situação de vulnerabilidade ou circulação irregular no Rio Grande do Norte, incluindo aqueles que vivem nas ruas ou em residências com poucas condições de atendimento veterinário.

A proposta também menciona os riscos de acidentes de trânsito envolvendo animais soltos e os impactos que a reprodução sem controle pode provocar no meio ambiente, principalmente sobre aves e pequenos mamíferos.

Além das cirurgias, estão previstas ações educativas para orientar a população sobre a importância da castração, da vacinação, dos cuidados veterinários e da posse responsável.

A expectativa apresentada no projeto é que a iniciativa contribua para diminuir o abandono de animais e os atendimentos relacionados a doenças transmissíveis.

A publicação também informa que a parceria poderá ser formalizada sem chamamento público, em razão da origem dos recursos em emenda parlamentar, conforme as regras previstas na legislação federal. O documento não apresenta um calendário de atendimentos, a relação dos municípios contemplados nem os procedimentos para que os tutores possam cadastrar seus animais.

O Correio de Hoje 


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