Fácil

 




Daniella Marques: coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio

A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende estabelecer um período de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família, após o qual as famílias seriam desligadas do programa social. A proposta prevê mecanismos de incentivo ao emprego formal e ao empreendedorismo, além da possibilidade de retorno automático ao benefício caso a tentativa de conquistar autonomia financeira não tenha sucesso.

A informação foi confirmada em entrevista concedida à CBN Bahia pela coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques. Segundo ela, a mudança seria implementada em um eventual governo do candidato do PL e faria parte de uma reformulação das políticas de assistência social.

“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, afirmou Marques.

A declaração indica que a campanha pretende vincular a permanência no programa a um período de preparação para a inserção no mercado de trabalho ou para a abertura de pequenos negócios. A coordenadora, entretanto, não detalhou como seria feita a contagem dos dois anos, quais critérios determinariam o desligamento das famílias ou de que maneira funcionaria o retorno automático ao benefício.

A proposta também não esclarece como seriam tratados os beneficiários que, mesmo após o período de transição, continuassem sem renda suficiente para garantir sua subsistência.

Campanha prevê criação do Ministério da Prosperidade

Uma das principais medidas apresentadas por Daniella Marques é a criação de um Ministério da Prosperidade, que ficaria responsável por desenvolver políticas destinadas a reduzir a dependência dos programas de transferência de renda.

A estrutura, prevista para um eventual governo de Flávio Bolsonaro, atuaria na concessão de crédito para abertura de negócios, na qualificação profissional e na articulação de parcerias com empresas privadas para oferecer cursos de capacitação.

“O coração do plano é focar na prosperidade. Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres”, declarou a coordenadora econômica.

Apesar de defender a preservação das proteções sociais, Marques não apresentou detalhes sobre os recursos necessários para financiar as novas iniciativas, os critérios de concessão de crédito ou a estrutura administrativa do ministério proposto.

A mudança anunciada pela campanha coloca o Bolsa Família entre os temas centrais do debate econômico e social na disputa presidencial, especialmente por envolver milhões de famílias de baixa renda. 


Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem

ESCRITA