Vinte e dois dias após sofrer um atentado a tiros, o vereador Cabo Deyvison (PL) retomou nesta terça-feira (7) as atividades legislativas na Câmara Municipal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O parlamentar retornou ao Palácio Rodolfo Fernandes sob forte esquema de segurança e ainda com limitações físicas decorrentes dos ferimentos.
Em entrevista ao Portal Mossoró Hoje, o vereador deu destaque ao avanço das investigações e revelou que as autoridades policiais já identificaram os mentores intelectuais do crime. “O delegado Thiago, da Polícia Civil, está conduzindo o inquérito, ele me pediu pra ter cautela nas declarações, mas já se sabe quem foram os mandantes, quem foram os executores e os modus operandi, mas precisa investigar mais. Tudo ainda está sob sigilo da polícia”, afirmou.
O atentado ocorreu após o parlamentar relatar que vinha sofrendo ameaças de morte recorrentes. As intimidações ganharam força depois que o vereador apagou, por conta própria, a pichação com a sigla de uma organização criminosa nos muros de uma escola pública da cidade.
De acordo com Deyvisson, o avanço da criminalidade no município é coordenado por lideranças detidas no sistema penitenciário. “Hoje o bairro Belo Horizonte foi tomado de dentro do presídio, com a aliança de um faccionado, que era o 01 da facção de lá, fez com com um faccionado que é oriundo do Ceará”, denunciou o parlamentar.
O retorno ao plenário foi marcado pela mobilidade reduzida do político, que ainda passará por tratamento médico nos próximos meses. “Tenho minhas limitações, houve uma fratura na fíbula e eu preciso esperar o osso colar”, explicou o vereador ao detalhar seu estado de saúde.
O parlamentar também alertou para a sofisticação das atividades criminosas na região, que deixaram de se restringir à periferia. Segundo ele, o crime organizado infiltrou-se na economia formal do município por meio de estruturas comerciais lícitas.
“E tem uma coisa, o problema da insegurança que está ocorrendo em Mossoró atinge todas as camadas sociais, porque o dinheiro que é lucrado com o tráfico de drogas, é lavado numa empresa aqui no centro e essa empresa vai concorrer com um empresário de forma desleal, e quem perde é o empresário”, declarou Deyvisson.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que as diligências continuam em andamento e que detalhes não serão divulgados para não comprometer o desfecho do caso.
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Mossoró Hoje



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