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| Foto: Secretaria da Fazenda de SP |
A Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15), mira um esquema de fraude de R$ 3,8 bilhões em créditos de ICMS. A ação cumpre 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.
Entre os alvos da operação deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) está um grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians. Em setembro do ano passado, Wilians já havia sido alvo da Polícia Federal por suposta participação em esquema de fraudes do INSS. Na época, na casa dele foram apreendidas esculturas eróticas, arma e carros de luxo.
Em Londrina (PR), também é alvo a advogada Mayra de Paula, apontada pela investigação como integrante do esquema. Não há mandados de prisão.
Segundo as investigações, a organização utilizava empresas de fachada para criar créditos tributários falsos, vendidos principalmente a pequenas e médias empresas para reduzir ilegalmente o pagamento de ICMS. Escritórios de advocacia e consultorias teriam elaborado contratos e pareceres para dar aparência de legalidade às operações.
A investigação envolve cerca de 850 empresas, das quais 752 já foram autuadas pela Secretaria da Fazenda de São Paulo. Até a publicação da reportagem, as defesas de Nelson Wilians e Mayra de Paula não haviam se manifestado.



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