A Universidade Federal Rural do Semi-Árido conquistou mais uma carta-patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI para uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da instituição. A invenção, intitulada “Composição veterinária à base de folha de Spondias mombin L. (cajá) para terapia dermatológica em animais”, refere-se a um xampu terapêutico voltado ao tratamento de dermatopatias bacterianas em animais, especialmente cães.
A patente de invenção foi expedida em 19 de maio, com validade de 20 anos, e foi desenvolvida pelos pesquisadores Francisco Marlon Carneiro Feijó, Nilza Dutra Alves, Caio Sérgio Santos, Mara Gabriela Rubens, Hugo Maciel de Faria e Alexsandra Fernandes Pereira.
O produto utiliza compostos obtidos a partir das folhas da cajazeira (Spondias mombin L.), planta abundante em regiões tropicais e reconhecida por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas. De acordo com o relatório descritivo da patente, o xampu veterinário foi formulado para reduzir a presença de microrganismos patogênicos na pele e nos pelos de animais acometidos por piodermites bacterianas, enfermidades dermatológicas comuns em cães e gatos.
Os pesquisadores destacam que a proposta alia inovação científica e potencial de baixo custo, ampliando as possibilidades de tratamento veterinário acessível. O documento aponta, ainda, que muitos tratamentos convencionais apresentam custo elevado, levando frequentemente à interrupção terapêutica por parte dos tutores dos animais.
Resultados
Nos testes realizados, a formulação apresentou ação antimicrobiana, reduzindo significativamente a contagem bacteriana em animais tratados. Em avaliações in vivo realizadas em cães com piodermite, o produto contribuiu para o controle de sintomas como alopecia, prurido, descamação, odor fétido e lesões dermatológicas, sem relatos de hipersensibilidade ou reações alérgicas.
A invenção também se destaca pelo uso de um insumo vegetal regional, reforçando o potencial da biodiversidade nordestina como fonte de inovação tecnológica e desenvolvimento científico. Segundo o relatório da patente, o uso de tecnologias herbais pode reduzir impactos ambientais e o potencial tóxico quando comparado a produtos convencionais disponíveis no mercado.
Com a nova concessão, a UFERSA amplia seu portfólio de ativos de propriedade intelectual e chega à marca de 28 patentes.



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