A governadora Fátima Bezerra assinou nesta segunda-feira (08) a ordem de serviço autorizando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a iniciar os procedimentos de estruturação do projeto destinado à implantação e operação do primeiro módulo do Porto Indústria-Verde que será construído em Caiçara do Norte, no Litoral Norte do Estado. Esse é um ponto crucial para o estabelecimento do modelo de concessão através de parceria público-privada.
Por se tratar de uma megaobra que levará 10 anos para ser concluída, o projeto será estruturado em módulos. São três fases. A primeira é a fase da infraestrutura básica, focada em obras marítimas, dragagem, cais e pátios para viabilizar a operação de eólica offshore e mineração. O investimento previsto é de R$ 3,1 bilhões.
A segunda é a fase da expansão, com investimentos estimados em R$ 2,1 bilhões para implantação de berços especializados, tanques e utilidades, abrindo caminho para a produção de hidrogênio verde e amônia. A terceira e última é a da consolidação e diversificação das atividades, destinada à construção de terminais Roll-on/Roll-off, otimização para veículos e cloroquímicos. Investimento de R$ 1,6 bilhão, totalizando R$ 6,8 bilhões nos três módulos.
Nessa parceria, o Governo do Estado é o principal articulador do projeto. Não entra com nenhum aporte financeiro de recursos próprios. “Esse é um dos projetos de caráter mais inovador não só para o Rio Grande do Norte, mas para o Nordeste e para o Brasil. Essa estrutura se conecta com a agenda contemporânea de descarbonização do planeta”, afirmou a governadora, destacando o protagonismo do RN na produção de energias renováveis e a geração de empregos que o porto vai proporcionar.
“Estamos falando de um porto que mobilizará altos investimentos e gerar mais de 50 mil empregos sustentáveis no Rio Grande do Norte, em várias atividades, produzindo hidrogênio verde, dando apoio às eólicas offshore, à mineração e outras atividades industriais. É um porto que tem muito potencial”, disse o diretor do BNDES, Nélson Barbosa.
Pelo cronograma proposto, os estudos serão iniciados em julho deste ano com a elaboração do diagnóstico preliminar, incluindo a prospecção de mercado, projeção de cargas e análise de competitividade. A partir de março de 2027 será feita e modelagem do projeto (ambiental, engenharia e modelo de parceria). A seleção do parceiro investidos está prevista para ocorrer até dezembro de 2027.

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