O Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com 1.686.150 veículos cadastrados no Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), conforme levantamento elaborado pelo Setor de Estatística do Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran/RN). O número representa crescimento de 4,6% em relação a 2024, quando a frota estadual era de 1.612.502 veículos.
Entre os dados de maior impacto apontados pelo relatório, está a forte presença e tendência de crescimento expressivo dos veículos de duas rodas no trânsito potiguar. Somadas, motocicletas, motonetas e ciclomotores chegam a 706.391 unidades em todo o Estado. O número supera a quantidade de automóveis, que totaliza 676.668 registros. A diferença é de 29.723 veículos a mais para o grupo de duas rodas e similares.
O dado chama atenção porque revela uma característica importante da mobilidade no Rio Grande do Norte. As motocicletas somam 576.276 unidades e representam 34,2% de toda a frota estadual. As motonetas aparecem com 95.891 registros, enquanto os ciclomotores totalizam 34.224 unidades. Juntos, esses veículos correspondem a quase 42% da frota potiguar.
A predominância das duas rodas é ainda mais forte no interior do Estado. Fora da capital, motocicletas, motonetas e ciclomotores somam 558.968 unidades, número bem superior ao de automóveis, que é de 440.746. Em Natal, a realidade é diferente. A capital possui 235.922 automóveis e 147.423 veículos de duas rodas e similares. Isso mostra que, no interior, a motocicleta tem papel ainda mais essencial no deslocamento diário da população, seja para trabalho, estudo, serviços, entregas, atividades rurais ou pequenos deslocamentos urbanos.
O subcoordenador de Educação para o Trânsito do Detran/RN, Hamurab Figueiredo, avalia que esse cenário reforça a necessidade de atenção permanente à segurança dos condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores. “Por serem veículos mais leves e com menor estrutura de proteção, os ocupantes ficam mais expostos em casos de quedas, colisões, frenagens bruscas, ultrapassagens indevidas e mudanças repentinas de faixa. Diferentemente dos automóveis, as motocicletas não contam com carroceria, cinto de segurança ou airbags, o que aumenta a vulnerabilidade do condutor e do passageiro em situações de risco”, comentou.
Outro ponto que exige cuidado é o uso intenso desses veículos como instrumento de trabalho. Mototaxistas, motofretistas, entregadores por aplicativo e trabalhadores que utilizam motocicletas diariamente enfrentam longas jornadas, tráfego intenso, pressa para cumprir horários e maior exposição às condições das vias. Nesses casos, o risco não está apenas no veículo, mas também no comportamento adotado no trânsito, na fadiga, na velocidade incompatível e na falta de manutenção preventiva.
Entre as principais orientações de segurança, destaca-se o uso correto do capacete, sempre afixado à cabeça e com viseira ou óculos de proteção, o respeito aos limites de velocidade, a manutenção de distância segura dos demais veículos, a atenção redobrada em cruzamentos, o uso de itens refletivos, principalmente à noite, e a verificação frequente de pneus, freios, iluminação, setas e retrovisores.
Além dos veículos de duas rodas, o relatório mostra que a frota geral do RN mais que quadruplicou nos últimos 20 anos. Em 2005, o Estado possuía 407.356 veículos registrados. Em 2025, esse total chegou a 1.686.150, acréscimo superior a 1,27 milhão de veículos no período.



Postar um comentário