O acusado de espancar a então namorada com 61 socos dentro de um elevador em Natal, Igor Eduardo Pereira Cabral, será submetido a julgamento pelo júri popular. A decisão é do juízo da 1ª Vara Criminal de Natal, que pronunciou o réu por tentativa de feminicídio, com duas qualificadoras.
O caso ocorreu em julho de 2025 e teve grande repercussão após imagens do circuito interno de segurança do elevador mostrarem as agressões.
Na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva de Igor Eduardo Pereira Cabral e destacou a gravidade do crime, apontando o “modus operandi de extrema violência e crueza”, além das lesões sofridas pela vítima.
Segundo a decisão, a vítima, Juliana Soares, sofreu fraturas severas no rosto, passou por cirurgia reconstrutiva e ficou com sequela neurológica permanente. Ela passou por uma cirurgia para restauração de ossos do rosto, que durou mais de 7 horas após as fraturas no rosto e no maxilar.
A autoria do crime foi considerada comprovada com base nas imagens de segurança. O juízo rejeitou argumentos da defesa de que não haveria risco de morte, afirmando que o potencial letal da conduta é suficiente para caracterizar a tentativa de homicídio.
Com a decisão, o caso agora aguarda a marcação da sessão do Tribunal do Júri em Natal.
O caso
O crime aconteceu em um condomínio no bairro Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Após a prisão, o agressor, Igor Eduardo Cabral, foi transferido para a Cadeia Pública de Ceará-Mirim.
Juliana Soares sofreu fraturas nos ossos da face e recebeu alta hospitalar em 4 de agosto, após passar por cirurgia.
Antes da agressão, segundo a polícia, o casal teria discutido na área de lazer do residencial, momento em que o agressor jogou o celular da vítima na piscina. Segundo a Polícia Civil, eles estavam fazendo churrasco com amigos.
Em 7 de agosto, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte, tornando Igor Cabral réu por tentativa de feminicídio.
A defesa de Igor Cabral afirmou que pediu liberdade provisória, a realização de exames psicológicos e toxicológicos, além da mudança da acusação de tentativa de feminicídio para lesão corporal.
G1/RN



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