A mobilização “Um dia sem TAEs”, realizada na manhã desta terça-feira (19), em frente ao Campus Sede da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, reuniu servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) da universidade e representantes de campi do interior do Rio Grande do Norte em mais um ato de fortalecimento da greve nacional da categoria, que se aproxima de três meses de paralisação.
A mobilização foi organizada pelo Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do RN (SINTEST-RN), seção Mossoró. Participaram servidores da Ufersa e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de representantes de campi de cidades como Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, Angicos, Pau dos Ferros e Caraúbas.
Segundo o coordenador do SINTEST-RN em Mossoró, Fábio Araújo, o movimento acompanha o crescimento da paralisação em universidades federais de todo o país. Ele destaca que a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) tem orientado a realização de manifestações regionalizadas. “O movimento hoje é um movimento que cresceu em todo o Brasil. São mais de 50 universidades que aderiram à greve”, relata.
Durante o ato, os servidores voltaram a cobrar avanço nas negociações com o Governo Federal, especialmente junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pelas discussões envolvendo questões salariais e administrativas da categoria.
Na Ufersa, os efeitos da greve já começam a atingir setores internos da universidade. De acordo com o sindicato, serviços administrativos, demandas de infraestrutura e pagamentos de diárias foram afetados pela paralisação. Apesar disso, o sindicato afirma manter diálogo com a reitoria da instituição. Segundo Fábio Araújo, houve acordo firmado no início do movimento paredista e manifestações públicas da administração superior reconhecendo o direito à mobilização.
O sindicato estima que a adesão à greve na Ufersa esteja em torno de 60%, com índices mais altos em alguns campi do interior. Em Pau dos Ferros, segundo a entidade, a paralisação já alcança quase 80% dos técnicos-administrativos. Durante a mobilização, representantes do movimento também fizeram um novo chamado para que servidores que ainda seguem trabalhando ingressem na greve. A expectativa da categoria é manter a paralisação até que haja avanço concreto nas negociações nacionais. “A princípio, essa greve só termina depois da negociação, e depois de a gente ouvir a categoria e ver se essa negociação foi favorável à nossa categoria”, declarou o coordenador do sindicato durante o ato realizado em Mossoró.
O Jornalismo TCM entrou em contato com o Ministério da Educação e com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos solicitando esclarecimentos sobre as demandas dos técnicos-administrativos e aguarda retorno.
TCM Notícia



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