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A presença feminina na liderança dos domicílios no Rio Grande do Norte ganhou escala ao longo da última década. Entre 2015 e 2025, o percentual de casas sob responsabilidade de mulheres passou de 22,9% para 40%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço de 17,1 pontos percentuais coloca o estado na quinta posição nacional, com os quatro primeiros também localizados no Nordeste.

O conceito de pessoa responsável pelo domicílio não está atrelado a renda, idade ou ocupação formal, mas sim de um reconhecimento feito pelos próprios moradores. É a referência dentro da dinâmica familiar, definida a partir da convivência e da organização cotidiana da casa.

De acordo com o analista do IBGE, Damião Ernane de Souza, a escolha reflete a percepção coletiva dos integrantes do domicílio. A definição leva em conta a experiência compartilhada entre os moradores e pode variar conforme a realidade de cada família.

Na capital, Natal, o movimento acompanha a tendência estadual. Em dez anos, a proporção de mulheres responsáveis pelos lares cresceu de 27,4% para 39,7%. O dado aponta para uma mudança consistente na configuração das famílias urbanas.

O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), que monitora características sociais e econômicas da população brasileira. Entre os fatores associados ao crescimento, estão transformações na organização familiar e maior participação feminina em decisões domésticas. Os números indicam uma reconfiguração no perfil dos domicílios potiguares ao longo do período analisado, com aumento expressivo da presença feminina na posição de referência dentro das casas.

TCM Notícia

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