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| Foto: Reprodução/Redes Sociais |
Na noite desta sexta-feira (13), médicos que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram que, embora ele apresente estabilidade clínica, seu estado de saúde é considerado extremamente grave. Bolsonaro está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana que afeta ambos os pulmões.
As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, que acompanhou a entrevista coletiva concedida pelos médicos responsáveis pelo atendimento ao ex-presidente. Durante a coletiva, o médico Claudio Birolini ressaltou a gravidade do quadro clínico.
“Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou.
Além de Birolini, participaram da coletiva os médicos Leandro Echenique e Brasil Caiado, que integram a equipe responsável pelo tratamento. Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital na tarde desta sexta-feira (13), Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios.
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o ex-presidente passou mal durante a madrugada em sua cela na Papudinha, unidade prisional localizada no Complexo Penitenciário da Papuda. Após o atendimento inicial realizado pela equipe médica de plantão no local, foi determinada a transferência imediata para o hospital DF Star.
A broncopneumonia diagnosticada pelos médicos atinge bronquíolos e alvéolos pulmonares e teria sido provocada pela aspiração de líquidos do estômago, associada a um quadro de refluxo. Bolsonaro convive com episódios recorrentes de soluços desde que foi atingido por uma facada durante a campanha presidencial de 2018.
Ao chegar ao hospital, o ex-presidente recebeu suporte de oxigênio por cateter nasal e foi submetido a exames de tomografia e análises laboratoriais. Segundo a equipe médica, ele está sendo tratado com dois antibióticos administrados por via intravenosa.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante durante o período de internação. Também foi liberada a visita dos filhos do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de Carlos Bolsonaro, Jair Renan (PL-SC) e Laura Bolsonaro.
Bolsonaro cumpre pena após condenação por liderar uma trama golpista relacionada ao resultado das eleições de 2022. Ele foi preso em 22 de novembro, na sede da Polícia Federal, após tentativa de violar a tornozeleira eletrônica que utilizava. Posteriormente, foi transferido para a unidade prisional conhecida como Papudinha, onde permanece detido.
No início do ano, em quarta-feira (1º) de janeiro, o ex-presidente havia recebido alta hospitalar após passar por uma cirurgia de hérnia. Na ocasião, sua defesa solicitou ao STF a concessão de prisão domiciliar, pedido negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em março, os advogados apresentaram nova solicitação alegando riscos à saúde do ex-presidente diante das condições do sistema prisional. A defesa argumentou que a permanência na Papudinha representaria perigo médico “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.
Ao negar o pedido, Moraes afirmou haver “total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”, além de mencionar o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.
Enquanto permanece internado na UTI, a equipe médica mantém monitoramento constante do quadro clínico, considerado delicado em razão da infecção pulmonar e do risco de complicações respiratórias.
Brasil 247



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