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No Rio Grande do Norte, 15,3% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que sentiram que a vida não vale a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa. Em Natal, o percentual chega a 17,5%.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística acendem um alerta para o avanço do sofrimento emocional entre adolescentes. O levantamento investiga aspectos relacionados à saúde mental, hábitos e ambiente escolar entre estudantes de todo o país.

No recorte por sexo, a diferença é significativa. No estado, 20,5% das estudantes relataram esse sentimento, contra 10,3% dos estudantes. A diferença também aparece na comparação por rede de ensino: 16,0% dos alunos de escolas públicas relataram a sensação, ante 12,5% na rede privada.

Tristeza e automutilação

Quando questionados sobre tristeza frequente, os percentuais aumentam. No estado, 25,9% dos estudantes disseram ter se sentido tristes na maior parte do tempo ou sempre no período de 30 dias anteriores à pesquisa. Entre as meninas, o índice chega a 37,9%, enquanto entre os meninos é de 14,1%.

Em Natal, 28,9% dos estudantes relataram tristeza constante no mesmo intervalo.

A pesquisa também aponta que 30,2% dos estudantes potiguares disseram ter sentido vontade de se machucar de propósito ao menos uma vez nos 12 meses anteriores. Entre as meninas, o percentual é de 41,1%. Entre os meninos, 19,5%.

Relação familiar e preocupações

O levantamento indica que 35,9% dos estudantes de escolas públicas e 33,2% da rede privada no estado afirmaram que pais ou responsáveis não entenderam seus problemas e preocupações. Entre as meninas, o percentual chega a 38,4%; entre os meninos, 32,4%.

Quase metade dos estudantes do estado, 49,0%, disse ter se sentido muito preocupada com questões do dia a dia na maior parte do tempo ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre as meninas, esse índice é de 59,4%.

Além disso, 33,0% relataram que pais ou responsáveis mexeram em seus pertences sem consentimento no período analisado.

Expectativas após a escola

A PeNSE também investigou os planos dos estudantes. No Rio Grande do Norte, 50% disseram que pretendem continuar estudando e trabalhar após concluir o ensino fundamental. Outros 5% afirmaram que pretendem apenas trabalhar, enquanto 30% indicaram intenção de seguir apenas nos estudos.

Em Natal, 50,8% dos estudantes declararam a intenção de estudar e trabalhar após o ensino fundamental.

Ao considerar o período após o ensino médio, 60,6% dos estudantes potiguares afirmaram que pretendem conciliar trabalho e estudo. Outros 12,0% disseram que planejam apenas trabalhar, enquanto 11,0% indicaram expectativa de continuar exclusivamente estudando.

Onde buscar ajuda

No Brasil, o atendimento gratuito e sigiloso pode ser acessado por meio do Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188 ou chat online, além da rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece acolhimento em unidades básicas e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O Ministério da Saúde também mantém campanhas permanentes de prevenção e orientação, reforçando que o sofrimento emocional é tratável e que buscar ajuda é um passo fundamental.

TCM Notícia

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