O Irã intensificou sua postura militar ao mobilizar mais de um milhão de combatentes para enfrentar uma possível ofensiva terrestre dos Estados Unidos. A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões regionais, com operações de retaliação conduzidas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e um cenário de alerta máximo na defesa do território iraniano.
As informações foram divulgadas pela rede Telesur, com base em dados da agência iraniana Tasnim, que apontam um aumento significativo na mobilização militar e no engajamento de voluntários em resposta à agressão conjunta dos EUA e de Israel.
De acordo com fontes militares, há um forte engajamento das tropas terrestres, que estariam preparadas para reagir a qualquer tentativa de invasão. O relatório indica que os combatentes estão dispostos a transformar o território iraniano em um “inferno histórico” para as forças invasoras, caso haja avanço militar pela fronteira sul do país.
Além do contingente já organizado, centros ligados à Força Basij, à Guarda Revolucionária e ao Exército registraram milhares de inscrições de voluntários, sobretudo jovens, interessados em participar da defesa nacional. Uma fonte militar afirmou que, diante da possibilidade de intervenção, “nossos combatentes estão prontos para demonstrar que o território iraniano será o fim de qualquer estratégia de invasão”.
Contexto e cenário interno nos EUA
A mobilização militar ocorre após uma escalada de agressões iniciadas em 28 de fevereiro. Teerã sustenta que suas ações estão amparadas no direito à autodefesa diante de ataques contra seu território.
Enquanto isso, pesquisas indicam crescente oposição interna nos Estados Unidos à guerra. Um levantamento da Fox News aponta que 64% da população norte-americana desaprova um conflito com o Irã, evidenciando uma divisão entre a estratégia militar da Casa Branca e a opinião pública.
Diante desse cenário, o Irã mantém sua postura de resistência ativa, ao mesmo tempo em que afirma estar aberto a negociações, desde que sejam respeitadas sua soberania, segurança e compensações pelos danos sofridos.
Brasil 247



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