Coluna César Santos/Jornal De Fato
A três semanas do fim do prazo de desincompatibilização para quem ocupa cargo público e deseja disputar as eleições de 4 de outubro, a governadora Fátima Bezerra (PT) ainda não reuniu as condições políticas para deixar o cargo.
Ela só renunciará se construir uma correlação de forças políticas adequada na Assembleia Legislativa, que viabilize a eleição de um nome do PT para o chamado governo-tampão.
Do contrário, Fátima concluirá o mandato para não entregar o governo para um adversário. A situação atual é de completa indefinição.
A governadora assumiu as articulações para viabilizar a candidatura de Cadu Xavier ou do deputado Francisco do PT. Também admite um terceiro nome, embora não releve a identidade.
A primeira opção, Cadu, é a que recebe maior resistência no processo de negociação política, porque ele será candidato nas eleições de 4 de outubro e a oposição entende que ele ficaria mais forte se assumisse o governo agora.
Já Francisco tem boa relação com todas as matizes políticas dentro da Assembleia Legislativa e tem livre acesso aos gabinetes de onde saem as decisões. Seria hoje o nome mais viável.
No entanto, a oposição soma forças para evitar a eleição indireta. Faz parte da estratégia para “segurar” a governadora no cargo. Todos sabem que se Fátima Bezerra confirmar a candidatura, ela e o senador Styvenson Valentim (PSDB) seriam os favoritos às duas vagas em disputa, deixando fora a senadora Zenaide Maia (PSD).
O jogo está sendo jogado e entra na reta decisiva. Serão três semanas intensas nos bastidores da sucessão estadual.



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