Em fevereiro de 2026, o custo da cesta básica no Rio Grande do Norte apresentou uma forte tendência de alta, com um aumento médio de 7,2% nos municípios monitorados pelo LECON/UFERSA. Esse movimento acompanhou o cenário nacional e regional, onde 16 das 19 cidades nordestinas também registraram encarecimento no custo de vida.
O principal motor dessa inflação foi o baixo volume de oferta e o alto índice de exportações, elevando drasticamente os preços do tomate (com altas superiores a 48% em todas as cidades) e do feijão. Em contrapartida, a desvalorização do dólar e safras recordes ajudaram a reduzir os preços de itens de mercearia, como óleo de soja e arroz.
Destaques por Município:
Caraúbas (R$ 584,52): Registrou a maior inflação do estado (10,6%), impulsionada por altas severas no tomate, feijão e laticínios.
Mossoró (R$ 553,97): Teve alta de 7%. Curiosamente, apresentou grande variação geográfica: a Zona Norte teve o custo mais baixo (R$ 514,43), enquanto a Zona Leste foi a mais cara (R$ 579,28).
Angicos (R$ 551,85): Alta de 6,2%, com o tomate e o feijão anulando a queda expressiva no preço do óleo de soja (-13,5%).
Pau dos Ferros (R$ 542,16): Apesar da alta de 5%, manteve o menor valor nominal da região, graças a deflações acentuadas no arroz e na margarina.



Postar um comentário