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Foto: Raoni Lopes/IGARN

As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte somam 1,92 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 36,41% da capacidade total do estado, segundo levantamento do Igarn, divulgado nesta segunda-feira (9). O volume representa um leve aumento em relação ao início de fevereiro, quando o percentual era de 36,31%.

O monitoramento permanente dos reservatórios é utilizado pelo Governo do Estado para orientar ações de abastecimento, segurança hídrica e gestão dos recursos hídricos.

Reservatórios com recarga significativa

  • Campo Grande (São Paulo do Potengi) - Subiu de 44,76% para 52,94% (+8,18%)
  • Açude público de Currais Novos - Maior aumento proporcional: de 4,26% para 13,95%
  • Japi II (São José do Campestre) - Passou de 7,26% para 11,57% (+4,31%)
  • Barragem de Oiticica - Acumula 15,20% da capacidade (antes 14,80%)

Principais mananciais do estado

  • Armando Ribeiro Gonçalves (maior do RN) - 42,93% da capacidade (leve redução em relação ao início de fevereiro)
  • Santa Cruz do Apodi - Mantém 53,60%, sem alteração no volume

Reservatórios em situação crítica (abaixo de 10%)

Total caiu de 25 para 21 açudes

Secos:

  • Itans (Caicó)
  • Mundo Novo (Caicó)

Volumes extremamente baixos:

  • Passagem das Traíras (0,03%) – São José do Seridó
  • Jesus Maria José (0,06%) – Tenente Ananias
  • Lulu Pinto (0,01%) – Luís Gomes
  • Brejo (0,23%) – Olho D’Água do Borges
  • Sabugi (1,06%) – São João do Sabugi
  • Carnaúba (1,22%) – São João do Sabugi
  • Esguicho (1,58%) – Ouro Branco
  • Tourão (1,94%) – Patu

Entre 2% e 9%:

  • Apanha Peixe – Caraúbas (3,33%)
  • Gangorra – Rafael Fernandes (3%)
  • 25 de Março – Pau dos Ferros (4,12%)
  • Inspetoria – Umarizal (4,35%)
  • Bonito II – São Miguel (4,58%)
  • Beldroega – Paraú (5,46%)
  • Dourado – Currais Novos (6,66%)
  • Zangarelhas – Jardim do Seridó (7,16%)
  • Dinamarca – Serra Negra do Norte (8,30%)
  • Boqueirão de Parelhas (8,85%)

O Igarn reforça que, apesar do incremento pontual em alguns reservatórios, o cenário ainda exige uso responsável da água e planejamento contínuo, especialmente nas regiões mais afetadas pela escassez.



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