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O pastor Elias Cardoso, que declarou que integrantes da escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “vão lembrar com quem mexeram” quando estiverem “com câncer na garganta”, é o líder da Assembleia de Deus de Perus (AD Perus), na capital paulista. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo e ganharam ampla repercussão nas redes sociais.

À frente da congregação desde janeiro de 2002, Cardoso participa da igreja desde a infância. A AD Perus tem quase 79 anos de tradição e é comandada por ele ao lado da esposa, a missionária Lígia Cardoso. Em 2024, o pastor recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), por indicação do deputado estadual André Bueno (PL), que também é pastor na mesma igreja.

Bueno assumiu cadeira na Alesp após a saída da deputada Valéria Bolsonaro (PL), que deixou o posto para chefiar a Secretaria das Mulheres no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A proximidade entre o parlamentar e o líder religioso é apontada como um dos elos políticos da congregação.

A declaração sobre o desfile

A fala do pastor ocorreu durante culto realizado na segunda-feira, após o desfile da escola Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A agremiação apresentou um enredo sobre a trajetória de Lula e levou à avenida uma ala chamada “neoconservadores em conserva”, com fantasias que representavam famílias religiosas dentro de latas.

Em vídeo divulgado em seu perfil pessoal e nas redes sociais da igreja, Cardoso comentou a apresentação: "Não vamos responder às provocações que fizeram nas escolas de samba. […] Tripudiaram em cima da nossa fé, não vamos responder. Vamos orar. A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, eles vão lembrar com quem mexeram", afirmou.

A encenação da escola gerou reação de lideranças evangélicas e políticos alinhados à direita. Parte das críticas foi acompanhada de imagens produzidas com uso de inteligência artificial, retratando famílias religiosas também dentro de latas, em referência ao desfile.

Após o desfile, a Acadêmicos de Niterói divulgou nota afirmando que “durante todo o processo carnavalesco, a nossa agremiação foi perseguida. Sofremos ataques políticos e enfrentamos setores conservadores”, segundo comunicado publicado após a apresentação.

Brasil 247

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