Fácil

 





O início do ano letivo na rede municipal de Mossoró poderá sofrer paralisação caso os professores decidam suspender as atividades por tempo indeterminado. O indicativo de greve será votado na assembleia da categoria marcada para o dia 25 deste mês, convocado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM).

Os professores reclamam uma defasagem no reajuste do piso salarial do Magistério de 27%, que correspondem aos anos de 2023, 2025 e 2026. Como o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) já disse que não aplicará o reajuste, mesmo previsto em lei, a categoria entende que será necessário fazer pressão e atrair o apoio da sociedade para ter seus direitos preservados.

Para não aplicar o reajuste anual, que é determinado por lei e tem os percentuais definidos pelo Ministério da Educação, o prefeito diz que os professores do município já recebem acima do piso nacional do Magistério.

A diretoria do Sindiserpum rebate a versão de Allyson Bezerra e usa decisões do próprio prefeito para confrontá-lo. Os dirigentes citam que em 2024 a gestão municipal concedeu o reajuste do piso salarial, que foi de 3,62%, porque era ano eleitoral.

Em seis anos de mandato, Allyson Bezerra só concedeu o Piso Nacional nos anos de 2022 (33,24%), fatiado em várias parcelas, finalizado em novembro de 2023, e o de 2024.

“É um desrespeito sem tamanho o que tem acontecido em Mossoró e precisamos discutir com a categoria para avaliar as estratégias para fazer valer os nossos direitos. O prefeito não pode agir como se fosse o dono de toda verdade e se sobrepor ao que rege uma lei nacional.” Comenta a presidente do Sindiserpum, professora Celina Gondim.  

“Há um cenário de adoecimento entre os professores de Mossoró por tudo o que vem acontecendo ao longo destes seis anos, mas o Sindiserpum não baixará a cabeça para os desmandos de Allyson, como nunca baixou para nenhum gestor ao longo destes 37 anos. Sem abertura de diálogo, o prefeito está empurrando os professores para uma greve”, afirma a presidente.

Confronto

Nos anos que a gestão municipal não cumpriu a lei do piso salarial do Magistério, negando aplicar o reajuste definido pelo Ministério da Educação, os professores deflagraram greve, mas o movimento foi judicializado. O prefeito Allyson conseguiu acabar com a paralisação por decisão judicial.

A diretoria do Sindiserpum acredita que o gestor municipal fará o mesmo este ano, no entanto, garante que a categoria não vai recuar. O movimento promete ser intenso, devendo o sindicato devolver às ruas o boneco “Judalysson”, que é um versão bem-humorada do prefeito Allyson e simboliza a luta dos servidores públicos municipais.

Jornal De Fato

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem

ESCRITA