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| Imagem gerada por IA |
O Carnaval de 2026 chega sob o signo dos extremos climáticos. De um lado, o calor intenso que castiga os blocos de rua; de outro, a previsão de pancadas de chuva típicas de verão. Para quem pretende encarar a maratona de festas, a alegria não deve se sobrepor à fisiologia. A nutricionista clínica Anna Thaiz Dias, com 17 anos de experiência na área no Rio Grande do Norte, alerta que o trio “calor, esforço físico e álcool” é a receita para desidratação e quedas bruscas de pressão se não houver planejamento.
“A hidratação precisa ser a prioridade absoluta. Não se deve esperar a sede aparecer, pois ela já é um sinal de que o corpo está em déficit”, explica Anna Thaiz. Segundo a especialista, o cálculo básico para manter o organismo operando em condições normais é de 35 ml de água para cada quilo de peso corporal. No entanto, sob o sol forte dos bloquinhos, essa necessidade aumenta consideravelmente.
Para quem não abre mão da bebida alcoólica, a regra de ouro é intercalar. O álcool possui efeito diurético, o que acelera a perda de líquidos. A orientação da nutricionista é clara: para cada dose de bebida, deve-se ingerir um copo de água mineral.
Além da água pura, Anna Thaiz recomenda o consumo de água de coco, isotônicos e frutas com alto teor hídrico. “Melancia, laranja e abacaxi são excelentes aliados, assim como verduras e legumes nas grandes refeições”, pontua. No quesito álcool, a moderação e a escolha por bebidas de menor teor — como o Aperol Spritz — podem ajudar a sobrecarregar menos o fígado.
A alimentação é outro pilar de sustentação para o folião. O jejum é o principal inimigo de quem vai para a rua. A recomendação da especialista é realizar uma refeição completa, com “comida de verdade”, antes de sair de casa.
Durante o trajeto, a praticidade é essencial. “Vale levar na pochete opções que não estragam com facilidade, como mix de castanhas, banana, maçã ou frutas secas”, sugere. O cuidado deve ser redobrado com o comércio ambulante. No calor, molhos, maioneses e alimentos gordurosos tornam-se criadouros para bactérias se não forem armazenados corretamente, o que pode resultar em infecções alimentares e o fim precoce do Carnaval.
Recuperação e o “Day After”
O esforço acumulado exige que o corpo tenha tempo para se regenerar. Anna Thaiz ressalta que o pós-folia é tão importante quanto o preparo.
“O foco deve ser na recuperação hídrica e em refeições leves, com proteínas magras e muitos vegetais. Evitar frituras no dia seguinte e priorizar o sono é o que garantirá energia para o dia seguinte”, afirma a nutricionista.
Agora RN


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