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| Lula e Donald Trump (Foto: Reuters) |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que reforçou o convite para que Lula participe do recém-criado Conselho de Paz da Faixa de Gaza, ao ressaltar que o brasileiro poderá exercer um papel de destaque caso aceite participar da entidade. O presidente brasileiro analisa a proposta feita pelo chefe da Casa Branca.
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, declarou Trump durante a coletiva em Washington.
A Casa Branca anunciou parte dos integrantes do órgão no último sábado (17). Entre os nomes já confirmados como membros-fundadores do Conselho de Paz estão o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair.
Também foram oficializados o genro do presidente norte-americano, Jared Kushner, e o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
Estrutura do Conselho de Paz
Segundo a Reuters, os integrantes do Conselho de Paz anunciados por Trump terão mandatos de três anos. No entanto, há a possibilidade de participação vitalícia para os membros que contribuírem financeiramente com valores elevados. O regulamento prevê que países ou representantes que aportarem mais de US$ 1 bilhão em recursos em dinheiro poderão permanecer no conselho por período superior ao mandato padrão.
A minuta de uma carta enviada pelo governo dos Estados Unidos a cerca de 60 países, também citada pela Reuters, estabelece que a contribuição financeira é condição para a ampliação do tempo de participação. “Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente. O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”, diz o texto.
Contexto internacional
O debate em torno da criação do Conselho de Paz ocorre em meio à guerra na Faixa de Gaza, iniciada em outubro de 2023, após ofensivas conduzidas por Israel. Em dezembro daquele ano, a África do Sul apresentou uma queixa contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), acusando o país de violar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio.
Pretória solicitou medidas provisórias contra autoridades israelenses, alegando que ações e omissões de Israel em Gaza configurariam práticas genocidas. Israel afirma agir em legítima defesa contra ataques terroristas e contesta as acusações. O governo brasileiro declarou apoio à ação movida pela África do Sul.
Em janeiro de 2024, a CIJ determinou que Israel adotasse medidas para prevenir atos de genocídio, punir incitações contra os palestinos e assegurar a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, embora não tenha ordenado a suspensão da ofensiva militar.
Em novembro de 2024, a Corte emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant e lideranças do Hamas, citando crimes de guerra, acusações rejeitadas tanto por Israel quanto pelo grupo palestino.
Brasil 247



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