Dois anos após a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, a maior parte das muralhas anunciadas pelo governo federal para reforçar a segurança do sistema prisional ainda não foi concluída. Das cinco unidades federais do país, apenas a penitenciária de Brasília teve a obra finalizada.
Segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o investimento na unidade da capital foi de R$ 30,7 milhões. Já as obras previstas para Mossoró, Porto Velho, Campo Grande e Catanduvas estão atrasadas, paralisadas ou ainda em fase de licitação. Somadas, essas intervenções representam R$ 149,8 milhões, com prazos de conclusão que, em alguns casos, foram estendidos até 2027.
Em Mossoró, a construção das muralhas teve início em janeiro de 2025, mas foi interrompida em outubro após o abandono da obra pela empresa contratada. A Senappen informou que a segunda colocada no processo licitatório deve assumir os trabalhos. O investimento estimado é de R$ 28,5 milhões, com prazo de execução de dez meses a partir da retomada.
Nas demais unidades federais, os cronogramas indicam que as obras devem começar apenas em 2026. Em nota, a secretaria afirmou que os processos seguem os trâmites legais e que as ações estão sendo conduzidas com rigor técnico.
As muralhas foram anunciadas como resposta à fuga registrada na unidade de Mossoró, mas, passados dois anos, a maior parte das estruturas ainda não saiu do papel.
Mossoró Notícias



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