Coluna César Santos no Jornal de Fato
A narrativa de que o vice-governador Walter Alves (MDB) se recusa a assumir o governo porque o estado está ingovernável não se sustenta na realidade. É fato que existem problemas financeiros, mas devidamente administráveis.
Pior foi quando a governadora Fátima Bezerra (PT) assumiu o governo em 2019, recebendo quatro folhas salariais atrasadas, R$ 1 bilhão de dívidas com fornecedores e prestadores de serviços e um rombo de R$ 1 bilhão na previdência.
Se comparar a situação de agora com aquele momento de crise, o cenário é bem mais favorável.
Há outros pontos relevantes que não têm como não reconhecer. Por exemplo, o Governo do RN encerrou 2025 com o terceiro maior volume de investimento anual desde 2010.
Foram aplicados mais de R$ 605 milhões principalmente em obras de infraestrutura com impacto direto na mobilidade, no acesso a serviços e no desenvolvimento regional.
Esse montante está inserido no grande volume de investimentos realizados nos dois mandatos de Fátima Bezerra: no primeiro, entre 2019 a 2022, foram executados R$ 1,885 bilhão; no segundo mandato, entre 2023 a 2025, foram aplicados R$ 1,841 bilhão. Somando os dois mandatos, são R$ 3,726 bilhões em sete anos.
Esses números confrontam a narrativa de estado “ingovernável” e pressionam Walter Alves para tratar a sua provável saída do governo de forma leal e respeitosa com a governadora Fátima Bezerra.
É uma oportunidade de fazer política com grandeza.


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