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A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (FUNCITERN), está à frente de uma iniciativa crucial para o controle da população animal. Institucionalizado no edital de ações voluntárias da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o projeto CastraAção tem como objetivo principal a castração de animais, especialmente cães e gatos, na Universidade.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Gabriela Cemírames, do Departamento de Gestão Ambiental, a superpopulação de animais na universidade motivou a criação do CastraAção. "Nós temos muitos animais na Universidade, cães e gatos, e eles acabam sempre se reproduzindo, agravando a situação. A castração é a ação mais efetiva nesse sentido", afirma Gabriela. Além da castração, o projeto atua em campanhas de adoção e sensibilização sobre o direito dos animais e a convivência com eles na universidade.

O foco do programa é castrar animais da Universidade e também atender protetores independentes de Mossoró, que cuidam de animais em situação de vulnerabilidade. Para isso, foi aberto um edital de cadastro desses protetores, que passaram por um processo de seleção. "Os animais devem pertencer à UERN ou estar sob a guarda de protetores cadastrados. Priorizamos a castração de fêmeas, que representam um maior problema devido à reprodução", explica a coordenadora.

Douglas Cardoso, estudante de Turismo e voluntário do Projeto CastrAção da UERN, destacou a importância da iniciativa para a comunidade acadêmica e além. "A importância vai não apenas para a Universidade, porque realiza o controle populacional dos animais visando que eles tenham uma qualidade de vida melhor. Buscamos conscientizar, trazer voz e visibilidade para aqueles que não têm voz e promover uma experiência e um ambiente mais confortável não só para eles, mas para os estudantes também", afirmou Douglas, ressaltando o impacto positivo do projeto tanto para os animais quanto para os alunos.

Ele também enfatizou a necessidade de conscientização e ação para melhorar a situação dos animais de rua em Mossoró. "Na cidade, temos uma grande massa de animais abandonados nas ruas e animais que não são cuidados, que não são alimentados adequadamente, que ficam doentes. Toda essa questão de incentivar a castração, cuidar do animal e controlar a população é benéfico para todos", explicou Douglas. Ele descreveu a angústia de ver animais sofrendo e a satisfação de contribuir para um projeto que oferece soluções e inspira a comunidade a se envolver.

Programa traz diversos benefícios

A castração traz inúmeros benefícios, como a melhoria na qualidade de vida dos animais, prevenção de doenças reprodutivas e redução da superpopulação. "Uma fêmea pode procriar vários filhotes, que muitas vezes ficam em condições de vulnerabilidade. A castração é essencial para evitar esse ciclo", comenta a professora Gabriela. As cirurgias são realizadas por veterinários profissionais, contratados por meio de um processo rigoroso de seleção e supervisão pelo Conselho de Medicina Veterinária.

Nas últimas duas semanas, o projeto já castrou vários animais, incluindo cães e gatos de protetores independentes e da própria universidade. Exemplos incluem Nina e Teca, cadelas da UERN que passaram pelo procedimento recentemente. O projeto também está trabalhando em soluções para o cuidado dos animais no pós-operatório, visando otimizar o processo.

Com o projeto CastraAção, a UERN não apenas aborda um problema urgente de superpopulação animal, mas também promove uma série de benefícios para a comunidade e para os próprios animais. Por meio da castração, campanhas de adoção e conscientização, a universidade demonstra seu compromisso com a responsabilidade social e o cuidado com os animais, criando um ambiente mais saudável e harmonioso para todos.

Para tratar da defesa animal e do projeto, a reitora Cicília Maia e o vice-reitor Chico Dantas receberam, no início do ano, o vereador de Mossoró Pablo Aires, o diretor-presidente da Funcitern Rafael Rodrigues, a professora Gabriela Cemírames, e o representante do gabinete da deputada estadual Isolda Dantas, Evangelista de Morais.

Na oportunidade, por meio de uma emenda da deputada Isolda, pleiteada pelo vereador Pablo Aires, ficou acertado o repasse pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) de R$ 100 mil para castrar os animais que vivem no Campus Mossoró, tendo a Funcitern como instituição executora do recurso.

Como encaminhamento, foram sugeridas a realização de um estudo dos locais apropriados para a instalação de comedouros e a formulação de um plano de manejo ético para os animais.

Jornal De Fato



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