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Maior produtor nacional de energia eólica, o Rio Grande do Norte deve ter 91 novas operações eólicas onshore – no continente – em 2024. Isto será o suficiente para que o potencial de geração de energia passe de 9,5 gW para 13 gW neste ano – aumento de 36,8%. Atualmente, as usinas eólicas potiguares geram 32,2% de toda a energia eólica nacional. Todos estes dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo dados do Observatório da Indústria Mais RN, da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), atualmente o RN possui 293 parques em operação e entre janeiro e fevereiro o estado agregou 13 novos projetos em operação. Os 13 projetos recentemente inaugurados no RN foram responsáveis por agregar novos 400 kW distribuídos em 6 municípios: Lajes, Parelhas, Monte das Gameleiras, Santana dos Matos, São José do Campestre e São Miguel do Gostoso. O destaque fica para o município de Parelhas que recebeu seis parques e 200 kW, representando metade do crescimento, segundo a Fiern.

De todos os 293 parques eólicos em operação, apenas três cidades somadas representam um terço de todos os parques em funcionamento em todo o estado, conforme afirmou a Fiern: Serra do Mel, Lajes e João Câmara. Dados da Aneel confirmam que o estado possui, programado para 2024, o total de 91 novas operações eólicas onshore capazes de gerar 3,58 gW o que elevará nosso potencial para 13 gW, com destaque para os municípios de Pedra Preta, Currais Novos e Jandaíra.

Roberto Serquiz, presidente da Fiern, disse que um estudo da entidade, realizado pelo Observatório da Indústria Mais RN, apontou que os parques eólicos apresentam vantagens econômicas diretas e indiretas para os municípios que os recebem. “Os municípios geradores, nos últimos 10 anos, passaram de 11% para 24% do PIB estadual e as receitas públicas municipais daquelas cidades que geram energia eólica avançaram numa média de 48,5%, frente aos 29% dos demais municípios”, contou.

Ainda de acordo com Serquiz, os municípios geradores de energia eólica desenvolvem uma cadeia de negócios acessória, indo do comércio e serviços – como material de construção, serviços educacionais e logística –, até a injeção de royalties pagos às famílias locais que acabam fazendo a economia local impulsionar.

“Atualmente, impulsionar a energia eólica, significa, não só contribuir na transição energética, mas também, como observado pelos indicadores, impulsionar a economia local direta e indiretamente. Para isso, três agendas devem ser observadas de forma estratégica: a necessidade de novas linhas de transmissão, a necessidade de se observar os leilões nacionais e, por fim, a velocidade e a segurança jurídica do processo de licenciamento estadual, fundamental para que possamos continuar avançando nessa atividade”, disse.

Dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec) apresentaram que, em 10 anos, a geração de energia eólica cresceu 1.700% no Rio Grande do Norte (saiu de 12 parques eólicos, 248 turbinas e 375,15 MW de capacidade de produção em 2012 para 6.762 MW, 220 parques e 2.700 torres em 2022).

Um estudo publicado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), afirmou que entre 2011 e 2020, as eólicas movimentaram R$ 321 bilhões na economia nacional, R$ 110,5 bilhões de investimentos diretos na construção de parques eólicos e R$ 210,5 bilhões como efeitos indiretos. No mesmo período, foram criados 196 mil postos de trabalho.

Agora RN



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