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O senador Rogério Marinho (PL) revelou nesta semana que ele e outros parlamentares da oposição apresentaram ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), propostas para resguardar as prerrogativas dos congressistas, após dois deputados do PL serem alvos de operações da Polícia Federal recentemente. Marinho também defendeu “anistia” como uma forma de “apaziguar” o País.

Ao AGORA RN, no entanto, deputados potiguares rebateram o posicionamento do senador e apontaram, inclusive, que ele pode estar com “medo”. Marinho não especificou quais seriam todos os itens dessa agenda, somente apontou que o fim do foro privilegiado estaria nessa pauta e que seria preciso haver a definição de uma agenda comum entre Câmara e Senado para que o assunto avance. Ele defendeu que seja levada adiante uma agenda que “fortaleça as prerrogativas dos parlamentares”. Para Marinho, “se trata de resguardar a democracia e reafirmar as prerrogativas do Congresso”.

Assim, o senador se diz favorável a um processo de anistia como uma forma de “apaziguar” o País. “De 1890 para cá, houve 40 processos de anistia. A ex-presidente Dilma foi presidente porque foi anistiada. Miguel Arraes e Leonel Brizola foram governadores porque foram anistiados. Vários parlamentares exerceram mandatos porque foram anistiados. Essa é a cultura do Brasil, do apaziguamento, sem que haja possibilidade de que aqueles que cometeram crimes sejam processados da maneira adequada, mas dentro da lei, e não se considerando uma perseguição a um grupo político”, afirmou.

À reportagem, o deputado federal Fernando Mineiro (PT) disse que considera legítima a punição a quem esteve presente no atentado do dia 8 de janeiro. “Defendo que todas as pessoas, tanto executantes, mandantes quanto financiadores, que tentaram dar o golpe, devem ser devidamente processadas e punidas na forma da lei”.

Para ele, a punição é a única maneira para evitar novas tentativas de golpe. “Só assim os responsáveis pensarão duas vezes antes de repetirem atos como esse. Querem a impunidade para repetirem seus crimes contra a democracia”, argumentou o deputado.

Questionado acerca dos posicionamentos de Rogério Marinho sobre concessão de anistia, Mineiro avalia que as colocações do líder da oposição no Senado são equivocadas. “Ele [Rogério Marinho] está defendendo quem tentou dar o golpe. Eu defendo a democracia”, declarou.

Já a deputada federal Natália Bonavides (PT) classificou a fala de Marinho como uma piada de mau gosto e voltou a defender que as investigações prossigam. Ela, aliás, considera que o ex-ministro de Desenvolvimento Regional do governo passado esteja com “medo” das investigações.

“O senador deve estar com um pouco de medo por estar vendo as investigações chegarem mais perto de revelar o óbvio: que agentes do governo do qual ele fez parte tentou roubar as eleições até mesmo usando a PRF, para impedir que os eleitores exercessem o seu direito de escolha. Quando, mesmo assim, foram derrotados, tentaram subverter a vontade das urnas por meio de um golpe de Estado”, frisou.

Para ela, os responsáveis pelo atentado de 8 de janeiro devem responder pelos crimes. “É uma piada de mau gosto que esse grupo ache que poderia ameaçar a democracia e sair impune. Somente um processo rigoroso de responsabilização de todos que contribuíram com o golpismo bolsonarista ou que o comandaram pode realmente nos livrar da ameaça do autoritarismo que esse grupo representa”

Fátima Bezerra cobrou responsabilização

Na cerimônia que marcou um ano dos ataques às sedes dos Três Poderes, a governadora do RN Fátima Bezerra (PT) foi a primeira oradora a discursar e disse que todos os participantes dos atos extremistas devem ser responsabilizados, sem concessão de anistia.

“Nossa democracia em constante processo de construção saiu inabalada, mas precisamos estar atentos e vigilantes. É necessário, sim, a responsabilização e a devida punição aos que ousaram tentar destruí-la. Não apenas aos que invadiram a sede dos Três Poderes, mas aos que financiaram, organizaram e incitaram a tentativa de golpe […] Sem anistia”, disse Fátima Bezerra na oportunidade.

Em 8 de janeiro do ano passado, vândalos invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília. Quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.

Agora RN


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