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O início de janeiro é o período em que muitas pessoas param para verificar as contas e os gastos de fim de ano. Apesar da renda extra do 13º, os meses de dezembro e janeiro são marcados por gastos extraordinários, como confraternizações, presentes, IPTU, IPVA e material escolar dos filhos. Isso acaba prejudicando as contas e aumentando o endividamento da população. De acordo com o último Mapa da Inadimplência divulgado pelo Serasa, 42,8% da população do Rio Grande do Norte está endividada.

Por isso, é extremamente importante começar 2024 realizando um planejamento financeiro, de modo a garantir um ano com as finanças no azul. “O primeiro passo é levantar o que foi gasto no final de 2023, de modo a entender a sua realidade financeira no início do ano”, explica Erli Bandeira, especialista em Finanças e Consultor de Negócios da Central Sicredi Nordeste.

Segundo o especialista, a etapa seguinte é colocar no papel os gastos fixos para todo o ano – que incluem despesas como moradia, alimentação, saúde, telefonia, energia, entre outras. Quando souber o quanto do seu orçamento estará reservado para as despesas fixas, é possível calcular o valor que estará disponível para gastos extras e imprevisíveis.

“É importante definir desde o início do ano a possibilidade de qualquer gasto extra – como viagens, cursos, presentes em datas especiais – e já começar a poupar desde janeiro para essas ocasiões”, diz Erli. “Também é indicada a criação de um fundo de emergência para demandas inesperadas, como problemas de saúde, por exemplo. Dessa maneira, você consegue respirar sem precisar recorrer ao crédito”, acrescenta.

Conforme Bandeira, não é preciso ter uma preocupação em guardar quantias consideráveis todo mês: o hábito de poupar deve ser iniciado com qualquer valor. Ao longo do tempo, o ideal é ter uma reserva de, pelo menos, três vezes o valor de sua renda mensal.

Na ponta do lápis

Registrar as despesas é um outro hábito que deve ser cultivado para quem quer ter um 2024 tranquilo financeiramente. “Isso possibilita enxergar não somente os gastos grandes, como aluguel, mas também controlar as pequenas despesas diárias”, diz Erli.

Isso pode ser feito em planilhas físicas, no computador ou mesmo por meio de aplicativos de organização financeira. “Ao registrar suas rendas e despesas, uma boa dica é separar os gastos por categorias. Assim você consegue verificar para onde estão indo seus recursos e fazer cortes, se necessário”, explica o consultor.

Por fim, procure eliminar dívidas antigas. “Hoje, com programas como o Desenrola e uma maior disponibilidade das empresas para negociação, está mais fácil conseguir adaptar as dívidas à sua realidade financeira. Vale sempre ter uma postura proativa e procurar seus credores, demonstrando que você tem interesse em quitar a dívida”, conclui Erli Bandeira.

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