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Uma grupo de pesquisadores do projeto "Sífilis Não", do Laboratório de Inovação Tecncológica em Saúde (LAIS/UFRN), desenvolveu e tem realizado os primeiros testes de um equipamento que verifica, com a mesma coleta de sangue, se o paciente está com HIV e sífilis.

A patente desse "multiteste" - que tem sido feita am parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde - contou também com cooperações de pesquisadores dos EUA e de Portugal no desenvolvimento ao longo dos anos.

Os resultados do funcionamento desse equipamento foram tema de reuniões entre LAIS e a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, recentemente.

No encontro, a equipe de pesquisadores da UFRN também demonstrou o resultado a plataforma Salus, para ações de Atenção Básica e Vigilância em Saúde.

O multiteste para sífilis e HIV é, segundo o LAIS/UFRN, mais barato do que os testes atualmente utilizados no Brasil, e traz uma solução por ficar disponível de forma digital no ponto de cuidado, podendo também evitar que outros testes mais caros sejam realizados para fechar o diagnóstico.

Atualmente, os testes no Brasil são importados e descartáveis, não vinculando o teste ao prontuário eletrônico dos pacientes de forma automatizada. Isso cria a necessidade, muitas vezes, da realização de outros testes, segundo o LAIS.

O teste para sífilis já obteve uma primeira publicação científica, na International Journal of Environmental Research and Public Health. O pedido de patente foi feito desde o ano passado.

Segundo o LAIS/UFRN, a publicação é importante por passar por rigorosa avaliação por pares, o que é passo necessário antes da incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Laboratório, a utilização do multiteste poderia render uma economia de mais de R$ 850 milhões nos próximos anos no Brasil.

Plataforma Salus

No encontro, o LAIS também demonstrou a atuação da a plataforma Salus, que controla, integra, monitora e dá transparência para ações de Atenção Básica e Vigilância em Saúde. O Salus já está em funcionamento em 15 estados brasileiros, atendendo a mais de 1.400 municípios, para mais de 64 milhões de pessoas.

O Salus é uma plataforma digital de vigilância epidemiológica que realiza o monitoramento com base no processamento e na curadoria dos dados da base do e-SUS VE, possibilitando a consulta de maneira integrada por profissionais da rede pública de saúde sobre informações de pacientes diagnosticados com sífilis. Com acesso integrado e unificado de informações, direciona o manejo correto com celeridade no atendimento e acompanhamento do paciente.

O Salus incorpora no SUS a chave para a eliminação da transmissão vertical da sífilis (quando a mulher gestante transmite a sífilis para o seu filho) com o monitoramento baseado na gestão dos casos em tempo real deste agravo – algo fundamental para que o Brasil consiga eliminar a sífilis congênita, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O sistema também estabelece uma ponte de comunicação entre a Atenção Primária e a Vigilância em Saúde, o que possibilita o acesso a dados de interesse da Atenção Primária que são gerados pela Vigilância, como boletins epidemiológicos 100% configuráveis e em tempo real.

Com isso, o gestor público tem uma visão global da situação de saúde do seu estado ou município no tocante aos cenários epidemiológicos, de forma on-line e sem atraso nas informações, aspecto necessário para tomadas de decisões mais efetivas e oportunas.

“Por meio do Salus, fazemos o monitoramento dos exames de pré-natal, sífilis e HIV. A plataforma também foi importante durante a pandemia, com uma maior transparência quanto aos casos de Covid-19 em todas as regiões do país”, explicou o diretor executivo do LAIS, Ricardo Valentim.


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