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 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasi

O Sindicato das Indústrias de cervejas, refrigerantes, águas minerais e bebidas em geral do Rio Grande do Norte (Sicramirn) anuncia para o dia 01 de outubro um reajuste em torno de 10% no produto água mineral que sai da indústria. Com isso, o valor do garrafão de 20L da água mineral deve ficar entre R$8 e R$12 para o consumidor final, dependendo da marca. O aumento percentualmente pode variar entre 10% a 15%.

O presidente do Sicramirn, Joafran Nobre, lembra que o último reajuste ocorreu há cerca de um ano e meio — em março do ano passado —, e ficou em torno de 5%. Mas o setor tem uma defasagem histórica acumulada ao longo do tempo e considera ter chegado no limite para a sustentabilidade das empresas. “Entendemos que o aumento sempre repercute no valor final do produto, já que toda a cadeia acaba sendo atingida, mas não temos como segurar os valores praticados atualmente. Precisamos manter a qualidade da água que entregamos à população, e, mesmo após o aumento, estes valores serão, ainda, os menores preços praticados na Região Nordeste”, afirma.

Ele detalha que cada elo da cadeia produtiva da água mineral vem sofrendo altas em suas planilhas de custos pelos reajustes de seus insumos, o que acaba impactando em seus processos, além de outros custos que se agregam, como combustível, uma vez que toda distribuição ocorre via transporte rodoviário, impactando diretamente no custo do produto, além do reajuste de salários dos colaboradores que ocorreu em maio último e dos prestadores de serviço diretos e indiretos das empresas.

Além disso, a produção da água mineral tem como princípio manter suas características naturais no mesmo padrão de qualidade que é extraída do subsolo. “Isso inclui controles internos e externos, análises diárias em três pontos diferentes da coleta – desde o poço até o envase -, abrangendo aspectos físicos, químicos e microbiológicos, além de todos os procedimentos padrão para manter e garantir a qualidade do produto. Portanto, é fundamental que as contas tenham equilíbrio para podermos seguir fazendo uma entrega de qualidade ao consumidor final”, reforça Nobre.

O aumento nos custos de produção também está relacionado ao reajuste dos insumos, como rótulos, tampas, lacres, garrafões e embalagens, cujas resinas possuem seus preços indexados ao dólar, bem como as despesas associadas às análises laboratoriais regulares.

“Os valores praticados variam de empresa para empresa, já que cada uma possui sua própria planilha de custos, sendo que a distância das fontes aos pontos de entrega é determinante, também, para a definição do custo final. De todo modo, trabalhamos para assegurar a constância, o zelo e a preservação da qualidade da água consumida pelas famílias potiguares”, finaliza Joafran.

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