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Arame preso a esôfago de idosa no Rio Grande do Norte — Foto: Cedida
 

Uma idosa de 67 anos engoliu um pedaço de arame que estava misturado com farinha e ficou com o objeto preso no esôfago, no fim da manhã de segunda-feira (25), segundo familiares. O caso aconteceu em São Miguel, no Alto Oeste potiguar.

A paciente segue com o objeto preso na garganta, na manhã desta terça-feira (26), de acordo com a família.

Após o engasgo, por volta das 11h da segunda (25), enquanto almoçava, a mulher foi levada para um hospital de São Miguel, onde os profissionais constataram a presença do arame por meio um exame de raio-x.

Ainda segundo a família, ela foi transferida para o hospital regional de Pau dos Ferros. Na cidade, ela passou por um exame de endoscopia, em uma clínica privada, mas os profissionais não conseguiram retirar o objeto.

Depois disso, a idosa foi enviada para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, onde chegou na madrugada desta terça-feira (26), por volta das 2h. A distância entre São Miguel e Natal é de mais de 430 km.

Até a manhã desta terça (26), no entanto, a paciente seguia com aguardando atendimento na unidade.

"Os profissionais em Pau dos Ferros nos disseram que ela não pode engolir, também não pode vomitar, nem fazer movimentos bruscos, porque corre o risco de o arame perfurar. Nem engolir saliva ela está podendo. Em Pau dos Ferros deram soro e medicações, para evitar que ela vomitasse, mas no Walfredo ela não teve atendimento nenhum. Está desde a madrugada esperando alguém", afirmou a filha da paciente, Socorro Leite.

"A gente ainda está tentando entender como isso aconteceu, como o arame foi parar na farinha", relatou a filha.

Em nota, a Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte informou por volta das 9h15 que a paciente foi recebida e atendida no pronto-socorro e estava sendo encaminhada à internação para cirurgia torácica no Centro Cirúrgico.

"A equipe, que inclui endoscopista e cirurgião torácico, está acompanhando o caso. A paciente será cirurgiada logo após a finalização de outro atendimento de urgência de alta complexidade que ocorre no momento", informou.

G1/RN


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