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A disposição do governo estadual de promover – através de decreto – a tarifação da água bruta no Rio Grande do Norte enfrentará resistência na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Tomba Farias (PSDB) já antecipa que votará favoravelmente ao projeto de lei proposto pela deputada estadual Cristiane Dantas (SD) para impedir a taxação de água dos mananciais de água, inclusive pelas dificuldades que podem trazer para o setor produtivo: “Em Santa Cruz mesmo nós temos 63 aviários que são mantidos por água de poço e mal estão pagando a prestação das contas, porque as coisas não caminham bem e custo da energia subindo, e agora vamos taxar água?”.

“No que for possível pra gente fazer para derrubar esse decreto do governo nós vamos lutar pra pra derrubar”, disse o deputado Tomba Farias, que é vice-presidente da Assembleia Legislativa.

Farias acredita que o projeto de Cristiane Dantas passa em plenário, esperando até que deputados da base do governo votem a favor de um projeto para evitar que se penalize o agricultor, que “é quem mais precisa de água no campo e tem a maior dificuldade de produzir”.

Líder do PSDB na Assembleia, o deputado disse que “o que o Governo do Estado está fazendo é prendendo a vocação do empreendedor”. Para Gustavo Carvalho, “com essa medida da cobrança da água bruta, está atacando os pequenos e médios e fechando os olhos para os grandes”.

O líder do governo na Assembleia, deputado Francisco do PT, disse que passou a semana em Brasília e, “como desconhece o teor do projeto de lei”, preferiu “não opinar neste momento”.

Nota na íntegra:

“O Governo do Estado que discute com a sociedade — através das entidades, conselhos e comitês de bacias hidrográficas —, a proposta de cobrança pelo uso da água bruta, aquela que não passou por tratamento. Não se trata de imposto. A minuta é o ponto de partida dessa discussão para regulamentar o que está proposto numa lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa em 1996.

No país, vários estados já efetivaram essa regulamentação e cobram por essa água, entre eles os estados do Ceará e Paraíba, vizinhos do Rio Grande do Norte. No Ceará, por exemplo, essa cobrança existe desde o ano de 1996.

O Governo do RN pretende discutir com transparência a construção do texto dessa regulamentação, de maneira que chegue ao menor impacto possível àqueles que usam essa água.

Não é verdade que haverá cobrança pelo uso da água do mar, como tem sido propagado de forma enganosa à sociedade, visto que trata-se de um recurso sob competência da União. O recurso arrecadado pelo estado a partir dessa cobrança seguirá para o Fundo Estadual de Recursos Hídricos e só pode ser aplicado no próprio setor, em gestão e desenvolvimento de projetos, assegurando uma fonte de recursos para investimentos”.

Governo do RN

Tribuna do Norte


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