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Blog Carlos Santos

Comissão de ex-trabalhadores da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda., que passou a se denominar TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (TBNE), fez protesto agora pela manhã em frente Fórum Trabalhista de Mossoró. Eles pedem socorro para recebimento de direitos trabalhistas dessa empresa situada em Mossoró, mas originária de Tubarão-SC.

Existem dívidas com cerca de 250 pessoas desde fechamento pela primeira vez da Porcellanati (Grupo Itagrês), em 2014. Nova tentativa de funcionamento mais recente, frustrada, já deixa também cerca de 110 ex-empregados na mesma situação.

Há um processo de recuperação judicial que ‘anda’ na comarca de Tubarão. Contudo, paralelamente, o grupo conseguiu liminar ainda em 2021 no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), sustendo reversão do imóvel que ocupa na BR-304, Centro Industrial de Mossoró. O bem é público, mas obtiveram esse benefício legal, para aplicação de outro calote em série. Feliz e matreiro é o Governo Fátima Bezerra (PT): apesar de anunciar “apoio”, não forneceu gás natural à empreitada, justamente em função da dívida milionária da Porcellanati com a Potigás, empresa de economia mista controlada pelo Estado do RN.

A Porcellanati começou a funcionar em dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 milhões da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. Paralisou atividades em abril de 2014 e chegou a prometer que reabriria produção em janeiro de 2018. Na campanha eleitoral do mesmo ano, não faltou até mesmo promessa de criação de cerca de 500 empregos. Puro engodo empresarial e político-eleitoral.

A gestão municipal atual decretou devolução do imóvel, após processo administrativo, mas judicialmente o grupo conseguiu frear decisão, com garantia de retomada de funcionamento. Abriu, parou, abriu, parou de vez e ainda arrendou estrutura para grupo pernambucano.



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